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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Nasa Planeja Desviar Asteroide em Rota de Colisão com a Terra "Missão DART"

Missão espacial lançará um equipamento para mudar a trajetória de uma rocha com 160 metros comprimento e 780 metros de diâmetro

A Nasa, agência espacial norte-americana, e a ESA, agência espacial europeia, estão trabalhando juntas para proteger a Terra de uma possível colisão com o asteroide Didymos, que poderia destruir o planeta.

A Missão DART (Double Asteroid Redirection Test) usará um equipamento para provocar um impacto cinético e alterar a trajetória do asteroide. A rocha espacial tem, aproximadamente, 160 metros comprimento e 780 metros de diâmetro.

O DART será lançado em julho de 2021 a bordo de um foguete da SpaceX. A primeira fase da missão acontecerá em setembro de 2022, quando o equipamento irá interceptar a lua do Didymos, a 11 milhões de quilômetros da Terra.

A colisão entre o DART e o Didymos deverá mudar minimamente a rota do asteroide, mas será o suficiente para impedir uma ameaça real de impacto contra a Terra.

A missão nomeada AINDA, (Asteroid Impact & Deflection Assessment), da ESA, irá enviar a nave espacial Hera, para acompanhar o asteroide após o impacto e ajudar no monitoramento da trajetória.

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A estratégia da Nasa para, pela 1ª vez, desviar um asteroide que passará perto da Terra

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, prepara uma ambiciosa missão: desviar um asteroide que passará perto da Terra.

O alvo é um asteroide chamado Didymos ("gêmeo" em grego), que conta com um sistema binário, ou seja, dois corpos: o Didymos A tem aproximadamente 780 metros de comprimento, e o Didymos B, um corpo menor que o envolve, tem uns 160 metros.

A previsão é de que esse asteroide passe relativamente perto da Terra, a cerca de 11 milhões de quilômetros de distância, em outubro de 2022 e depois em 2024.

É aí que a Nasa quer colocar em prática a primeira missão para demonstrar uma técnica de deflexão, isto é, de desvio do asteroide para proteger o planeta.

"O risco de impacto do asteroide é real, pergunte aos dinossauros", diz à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) Jean Luc Margot, professor de astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Diferente de outros perigos naturais como furacões, erupções vulcânicas, terremotos, etc, os impactos dos asteroides podem ser evitados com a tecnologia atual."

Como será a missão?
No momento, a Nasa trabalha no design do Teste de Redirecionamento do Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês).

"O DART será a primeira missão da Nasa para colocar na prática o que é conhecido como técnica de pêndulo cinético - bater no asteroide para mudar sua órbita - a fim de defender a Terra de um possível impacto futuro", explica Lindley Johnson, especialista em defesa planetária da Nasa em Washington.

E, para testar esse novo projeto, que ainda se encontra em uma fase preliminar, os cientistas da agência espacial acreditam que o Didymos é a melhor oportunidade.

"Um asteroide binário é o laboratório natural perfeito para esse teste", diz Tom Statler, cientista do programa do DART, em comunicado da Nasa. "O fato de o Didymos B estar em órbita ao redor do Didymos A faz com que seja mais fácil ver os resultados do impacto e garante que o experimento não mude a órbita da ambos ao redor do Sol."

Para o professor Margot, a escolha desse asteroide é boa porque ele é relativamente acessível para aeronaves espaciais e é possível medir as mudanças com imagens de radar.

Mais rápido que uma bala
Segundo a Nasa, o DART atingirá o Didymos B, o asteroide menor, "a uma velocidade de 6 km por segundo, nove vezes mais rápido que uma bala".

Com esse teste, os cientistas poderão avaliar a mudança resultante na órbita de Didymos B ao redor de Didymos A. Isso permitirá determinar as capacidades do impacto cinético como uma estratégia de mitigação de asteroides.

"O DART é um passo crítico para demonstrar que podemos proteger nosso planeta de um impacto futuro de asteroides", diz Andy Cheng, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland (EUA), que também participa do projeto.

Segundo o professor Margot, a iniciativa está dentro das capacidades tecnológicas dos Estados Unidos, mas pode enfrentar o risco de cortes orçamentários.

"Se os responsáveis pelo orçamento não apoiarem o projeto, poderão ser considerados culpados pela perda de vidas e bens em caso de um impacto grande de um asteroide", opina Margot.
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                                                  Fonte:nemesis maturity

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Nasa e ESA detalham Missão para tentar desviar rota de Asteroide

Sonda europeia observa impacto de sonda americana em asteroide (Foto: ESA)
Sonda europeia AIM observa impacto de sonda americana Dart com o asteroide Didymoon (Ilustração: ESA)

Sonda americana terá colisão a 22.500 km/h, observada por sonda europeia.
Ideia é estudar objeto e testar técnica que salvaria Terra de eventual impacto.
Se astrônomos descobrirem um grande asteroide em rota de colisão com a Terra, seria possível fazer algo para detê-lo? Cientistas da Nasa e da ESA, agências espaciais americana e europeia, revelaram ontem detalhes de como deve ser uma missão conjunta para tentar responder a essa pergunta. A ideia é tentar desviar um asteroide de verdade como teste.
O alvo da missão já foi escolhido. É um sistema binário composto de um asteroide maior, Didymos, de 750 metros de comprimento e outro que o orbita, Didymoon, com 160 metros. A ideia é que os americanos enviem uma sonda-projétil para colidir com Didymoon, enquanto os europeus operariam uma sonda-observadora no local para registrar e estudar os efeitos impacto.
O plano geral da missão, batizada de Aida (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), foi revelado nesta quarta-feira (30) no Congresso Europeu de Ciência Planetária. A ideia é que as sondas sejam lançadas em 2020 e 2021 e cheguem a seu alvo em 2022. A estimativa de orçamento do projeto ainda não foi anunciada.
A sonda europeia, batizada de AIM (Missão de Impacto de Asteroide), vai usar instrumentos para mapear e estudar Didymos, além de lançar pequenos satélites e um módulo de aterrissagem no asteroide grande. A sonda americana, Dart (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), colidiria com Didymoon em 2022. O choque da sonda de 300 kg a 22.500 mil km/h teria força suficiente para perfurar o asteroide e se alojar em seu núcleo.
A ideia é entender a composição do astro e avaliar se a sonda é capaz de alterar sua órbita de maneira significativa. A Aida, além disso, será a primeira missão a estudar um asteroide binário de perto, e vai testar novos sistemas de comunicação interplanetária via laser.
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                                                 Veja o Vídeo Abaixo:


                                       Fonte:European Space Agency, ESA