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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

NASA atingirá asteroide Potencialmente "PERIGOSO" de 800 Metros para Testar Segurança da Terra

A sonda espacial DART pretende causar impacto no asteroide para mudar a sua órbita e evitar futuras colisões com o planeta
                           IMAGEM SIMULADA DO SISTEMA DE ASTEROIDES DIDYMOS (FOTO: NASA)

Há 66 milhões de anos os dinossauros foram dizimados da Terra após a colisão de um gigantesco asteroide. Não é à toa que a humanidade tem medo de sofrer o mesmo impacto e precisa se preparar para evitar desastres.
Foi pensando nisso que a NASA decidiu fazer um teste de proteção e lançar a sonda espacial Double Asteroid Redirection Test (DART) para atingir um asteroide e mudar sua órbita.

Chamado de Didymos, a palavra grega para "gêmeo", o asteroide tem cerca de 800 metros. A DART pretende causar impacto e criar uma mudança detectável em sua órbita. A NASA aprovou a missão e planeja realizar seu lançamento em junho de 2021. De acordo com os planos da agência espacial norte-americana o asteroide será atingido em outubro de 2022.
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De acordo com o site da NASA, a sonda DART atingirá o alvo a uma velocidade de aproximadamente 6 quilômetros por segundo. A colisão poderá ser observada pelos cientistas por meio de informações obtidas pelos telescópios.

Além disso, há o plano de estudar o Didymos em 2026, quando a sonda espacial Hera chegar ao asteroide para medir a cratera aberta pelo DART e analisar mais detalhes do objeto espacial.
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A estratégia da Nasa para, pela 1ª vez, desviar um asteroide que passará perto da Terra

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, prepara uma ambiciosa missão: desviar um asteroide que passará perto da Terra.

O alvo é um asteroide chamado Didymos ("gêmeo" em grego), que conta com um sistema binário, ou seja, dois corpos: o Didymos A tem aproximadamente 780 metros de comprimento, e o Didymos B, um corpo menor que o envolve, tem uns 160 metros.

A previsão é de que esse asteroide passe relativamente perto da Terra, a cerca de 11 milhões de quilômetros de distância, em outubro de 2022 e depois em 2024.

É aí que a Nasa quer colocar em prática a primeira missão para demonstrar uma técnica de deflexão, isto é, de desvio do asteroide para proteger o planeta.

"O risco de impacto do asteroide é real, pergunte aos dinossauros", diz à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) Jean Luc Margot, professor de astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). "Diferente de outros perigos naturais como furacões, erupções vulcânicas, terremotos, etc, os impactos dos asteroides podem ser evitados com a tecnologia atual."

Como será a missão?
No momento, a Nasa trabalha no design do Teste de Redirecionamento do Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês).

"O DART será a primeira missão da Nasa para colocar na prática o que é conhecido como técnica de pêndulo cinético - bater no asteroide para mudar sua órbita - a fim de defender a Terra de um possível impacto futuro", explica Lindley Johnson, especialista em defesa planetária da Nasa em Washington.

E, para testar esse novo projeto, que ainda se encontra em uma fase preliminar, os cientistas da agência espacial acreditam que o Didymos é a melhor oportunidade.

"Um asteroide binário é o laboratório natural perfeito para esse teste", diz Tom Statler, cientista do programa do DART, em comunicado da Nasa. "O fato de o Didymos B estar em órbita ao redor do Didymos A faz com que seja mais fácil ver os resultados do impacto e garante que o experimento não mude a órbita da ambos ao redor do Sol."

Para o professor Margot, a escolha desse asteroide é boa porque ele é relativamente acessível para aeronaves espaciais e é possível medir as mudanças com imagens de radar.

Mais rápido que uma bala
Segundo a Nasa, o DART atingirá o Didymos B, o asteroide menor, "a uma velocidade de 6 km por segundo, nove vezes mais rápido que uma bala".

Com esse teste, os cientistas poderão avaliar a mudança resultante na órbita de Didymos B ao redor de Didymos A. Isso permitirá determinar as capacidades do impacto cinético como uma estratégia de mitigação de asteroides.

"O DART é um passo crítico para demonstrar que podemos proteger nosso planeta de um impacto futuro de asteroides", diz Andy Cheng, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland (EUA), que também participa do projeto.

Segundo o professor Margot, a iniciativa está dentro das capacidades tecnológicas dos Estados Unidos, mas pode enfrentar o risco de cortes orçamentários.

"Se os responsáveis pelo orçamento não apoiarem o projeto, poderão ser considerados culpados pela perda de vidas e bens em caso de um impacto grande de um asteroide", opina Margot.
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                                                  Fonte:nemesis maturity