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domingo, 2 de julho de 2017

O que Oculta o Projeto ASGARDIA? "O Primeiro País Espacial"

Um novo projeto que se parece com ficção científica, liderado pelo empresário russo Igor Ashurbeyli foi revelado em Paris.É a criação de uma cidade no espaço, chamado Asgardia que ocorreria entre 2017 e 2018.Qualquer um pode aspirar a ser um cidadão do pedido Asgardia em seu site.
Para este projeto para ter sucesso precisa 100.000 pessoas que querem ser cidadãos deste país e parece que muitas pessoas querem se inscrever porque a lista está aumentando constantemente.
Mas ... tudo vai ser tão bom como dizem?, Ou escondem outras intenções, não tão altruísta como eles parecem fazer crer?
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                                               Fonte:MisteriosOcultosTv

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Primeiro País Espacial? O que Oculta o Projeto ASGARDIA?

Um novo projeto que parece ser ficção científica liderado pelo cientista e empresário russo Igor Ashurbeyli, foi lançado em Paris.
É a criação de uma cidade no espaço, chamado Asgardia que ocorreria entre 2017 e 2018.
Qualquer um pode aspirar a ser um cidadão do pedido Asgardia em seu site.
Para este projeto ter sucesso precisaria 100.000 pessoas que querem ser cidadãos deste país, e parece que há muitos que querem se inscrever para a lista e continua a aumentar.
Mas ... tudo vai ser tão bom como dizem?, Ou ocultar outras intenções, não tão altruístas como eles parecem fazer crer?
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                                              Fonte:MisteriosOcultosTv

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Aceitarias Ser Um Cidadão de Asgardia, O Primeiro Estado-Nação No Espaço?

Impressão de um artista do primeiro satélite da nova nação espacial. Ilustração: James Vaughan

Foram reveladas as propostas de uma nova nação espacial, com o objectivo de abrir acesso à tecnologia espacial, proteger a Terra de ameaças cósmicas e promover a paz.

As propostas para o “primeiro Estado-nação no espaço” foram reveladas por uma equipe de cientistas e juristas, que dizem que o movimento promoverá a paz, abrirá o acesso às tecnologias espaciais e oferecerá proteção para os cidadãos do planeta Terra.

Apelidado de “Asgardia” em homenagem a um dos mundos míticos habitados pelos deuses Nórdicos, a equipe afirma que a “nova nação” acabará por ser um membro das Nações Unidas, com a sua própria bandeira e hino escolhido pelo público através de uma série de concursos.

De acordo com o site do projeto, Asgardia “oferecerá uma plataforma independente, livre do constrangimento das leis de um país em terra. Será um lugar em órbita que é verdadeiramente a ‘terra de ninguém'”.

Inicialmente, ao que parece, essa nova nação será composta por um único satélite, que deverá ser lançado no próximo ano, com os seus cidadãos a viverem firmemente em terra firme.

Falando para o jornal Inglês The Guardian através de um intérprete, o líder do projeto Igor Ashurbeyli, disse: “fisicamente os cidadãos desse Estado-nação estarão na Terra, vivendo em diferentes países, sendo cidadãos do seu próprio país e, ao mesmo tempo cidadãos de Asgardia.”

“Quando o número dessas aplicações atingir 100.000, podemos solicitar oficialmente à ONU o status de Estado”, acrescentou.

De acordo com o site do projeto “Qualquer humano que vive na Terra pode ser um cidadão de Asgardia,” o site dispõe de um simples formulário de inscrição. Até o momento da redação deste artigo,  mais de 1000 pessoas tinham completado a sua inscrição.
Impressão de um artista de um escudo de Asgardia, protegendo a Terra de ameaças naturais e artificiais que variam desde asteroides ao lixo espacial. Ilustração: James Vaughan

Quando perguntado por que as pessoas devem registrar-se para se tornarem cidadãos de Asgardia, Ashurbeyli disse: “Eu acredito que, logo que este país fizer parte da família das Nações Unidas, a cidadania desse país será realmente muito prestigiada.”

Um empresário e nanocientista russo que também fundou a International Aerospace Research Center, com sede em Viena e atualmente presidente de Ciência da comissão espacial da Unesco, Ashurbeyli disse que o projeto visa iniciar uma conversa sobre os regulamentos que cercam a atividade espacial.

Atualmente, o Tratado do Espaço Exterior que certifica o Direito Espacial Internacional afirma que a responsabilidade pelos objetos enviados no espaço é da nação que os lançou.
Mas a equipe do projeto afirma que Asgardia irá definir um novo precedente, transferindo a própria responsabilidade para a nova “nação espacial”

“As agências estatais existentes representam os interesses dos seus próprios países e não existem muitos países no mundo que têm essas agências espaciais”, disse Ashurbeyli.

“O objectivo final é de criar uma plataforma legal para garantir a proteção do planeta Terra e para fornecer acesso a tecnologias espaciais para aqueles que não têm esse acesso no momento.”

Christopher Newman, especialista em direito espacial na Universidade de Sunderland do Reino Unido, disse que o projeto reflecte o fato de que a paisagem geopolítica da actividade espacial mudou desde o Tratado do Espaço Exterior elaborado na década de 1960.

Mas, acrescentou, que não estava claro como Asgardia se encaixaria nos regulamentos internacionais em vigor, sendo que o projecto enfrenta obstáculos significativos, em obter o reconhecimento da ONU em favor de Asgardia, por questões de responsabilidade.

“É um desenvolvimento interessante em muitos aspectos, porque será interessante ver o que vai acontecer”, disse Newman. “Mas existem obstáculos formidáveis no direito espacial internacional para superar. O que eles estão realmente a defender é uma re-visitação completa do Atual quadro jurídico espacial”.

Ashurbeyli diz que espera-se que Asgardia seja um “Estado de lançamento” oficial. Mas, admite que pelo menos no curto prazo, seja necessário a cooperação de outros países.

Enquanto as propostas do projeto continuam vagas, a visão para Asgardia é sublime. A equipe disse que um dos seus primeiros planos é criar “um estado-de-arte do escudo protetor para toda a humanidade contra ameaças cósmicas artificias e naturais para a vida na terra.” Tais ameaças, dizem eles, incluem os perigos representados pelo lixo espacial e, até mesmo asteroides. Mas, até a data presente, os detalhes sobre qual seria a forma deste escudo permanece ainda um mistério.

E enquanto o projeto não inclui atualmente planos para criar um assentamento Asgardiano no espaço, Ashurbeyli acredita que a vida fora da Terra será vital para o futuro da humanidade. “Estamos a lançar as bases para tornar isso possível no futuro distante”, disse ele.
Fontes:
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                                        Fonte:ARTICLES-TUBE

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Pedras Dropa:Nave Espacial Extraterrestre cai no Planeta Terra há 12.000 Anos


As pedras Dropa são  um conjunto de 716 discos circulares de pedra que remonta 12.000 anos que existe pequenas marcas hieroglífica-como pode ser encontrado. Cada disco mede até 1 cm de diâmetro e aparecem duas ranhuras, proveniente de um furo no seu centro, sob a forma de uma espiral dupla. A descoberta dos discos misteriosos aparentemente ocorreu em 1938 nas montanhas de Baian Kara-Ula, na fronteira entre a China e o Tibete, onde um professor chinês, Chi Pu Tei, detectado alinhados regularmente fileiras de túmulos. Os esqueletos medido apenas cerca de quatro metros de altura e tinha crânios que foram grandes e mais desenvolvidos. Dentro de um sistema de cavernas nas proximidades, Chi Pu Tei e sua equipe descobriram arte interessante nas rochas que mostrava figuras com capacetes redondos, gravados na rocha, também figuram o sol, a lua, a terra e as estrelas, ligados por grupos de tamanho de ervilhas pontos. Além disso dentro da caverna, a equipe encontrou a coleção de discos de pedra, a maioria deles metade enterrado no chão da caverna.
Veja o vídeo e acione a legenda de tradução.
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                                                              Fonte:Fora da Ordem

domingo, 16 de dezembro de 2012

O Mundo não vai acabar em 2012. Mas o que vem depois?

Os dinossauros foram extintos por um asteroide gigante que atingiu a Terra há 65 milhões de anos.
Seremos os próximos?  (Thinkstock)

Os maias não previram o fim do mundo. Segundo a ciência, nenhum planeta errante ou alinhamento cósmico vai acabar com Terra no dia 21 de dezembro. Mesmo assim, a humanidade vive em permanente risco


Guilherme Rosa
O planeta Terra existe há 4,6 bilhões de anos. Os primeiros sinais de vida surgiram há 3,8 bilhões, quando bactérias primitivas começaram a se formar a partir de rudimentares moléculas orgânicas. Dali em diante, por meio do processo de seleção natural, surgiram numerosas outras espécies de seres vivos, que transformaram o planeta outrora estéril em uma Terra cheia de vida. Há 200.000 anos, esse longo processo de evolução culminou nos Homo sapiens. Nos milênios seguintes, o homem construiu grandes civilizações por todo o planeta e, com avanço de sua tecnologia, começou até a explorar outros mundos. Para aqueles que acreditam no apocalipse maia, essa rica história tem hora marcada para terminar: no dia 21 de dezembro, próxima sexta-feira. 

Segundo os profetas do fim do mundo, algum misterioso cataclismo deverá atingir a Terra nos próximos dias e pôr fim a toda a vida em sua superfície — dos homens às bactérias. Para os cientistas, no entanto, a profecia é uma bobagem. O mundo não acaba no ano 2012. Mas isso não quer dizer que a história do planeta — e da vida nele — vá durar para sempre. 

Os profetas do apocalipse maia se baseiam em inscrições realizadas em pedaços de pedra com mais de mil anos, descobertas no século 20 e mal interpretadas desde então. Essas inscrições representariam o calendário usado pelo povo maia, que duraria exatos 5.125 anos e teria fim precisamente no próximo dia 21. Daí para concluir que eles previram o fim do mundo foi um pulo. Um dos primeiros a destacar essa data foi o escritor americano — e teórico da Nova Era — José Argüelles. No livro O Fator Maia, escrito há 25 anos, ele misturou misticismo, astrologia e arqueologia para dizer que os maias previram que 2012 marcaria uma nova era de paz e harmonia na Terra. 

A ideia foi ganhando adeptos — principalmente dentro das fileiras do misticismo e da ufologia — e se transformando até que 2012 passasse a representar o fim da espécie humana. Com a proximidade da data, o apocalipse maia virou um fenômeno pop. Foi tema de filmes, revistas, livros, palestras. Segundo uma pesquisa da Ipsos Global Public Affairs, pelo menos 10% das pessoas ao redor do mundo sentem algum tipo de medo ou ansiedade em relação à data. Mas, quando elas acordarem no dia 22 e nada tiver mudado, existe um povo que elas não poderão culpar pelo engano: os próprios maias. 

Calendários e ciclos — Em outubro, líderes religiosos maias se reuniram na Guatemala. Eles faziam parte de um grupo chamado Oxlajuj Ajpop, que tem por função defender as tradições de seu povo. Todos se diziam ultrajados com o que estava sendo veiculado sobre as previsões de fim do mundo. "Nós estamos nos pronunciando contra a falsidade, as mentiras e a distorção da verdade, que nos transformam em folclore em busca de lucros. Eles não estão dizendo a verdade sobre os ciclos de tempo", disse Felipe Gomez, líder do Oxlajuj Ajpop à agência France-Presse. 

Os maias foram uma civilização avançada que habitou o sul do México e o norte da Guatemala entre os anos 1.800 a.C. e 950 d.C. Eles foram capazes de decifrar e prever o movimento de estrelas e planetas por anos. Pensavam também que pela leitura dos astros poderiam antever como as coisas aconteceriam aqui na Terra. Mesmo assim, nunca previram o fim do mundo. 

Acontece que o calendário mencionado pelos que esperam pelo apocalipse é apenas um dentre os muitos que os maias usavam. Ele é o calendário de contagem longa, que estipula grandes unidades de tempo. Nele, cada 20 anos (ou tuns, como eram chamados) formavam um katun. Cada 20 katuns formavam um baktun, sua maior unidade de tempo. Depois de 13 baktuns, ou 5.125 anos, o calendário recomeçava do zero. Segundo as evidências arqueológicas, é esse recomeço que está marcado para o próximo dia 21.

Mas isso não queria dizer muita coisa. Pesquisadores sérios, que se debruçaram sobre as inscrições, dizem que os maias encaravam o fim do calendário como o fim de uma era. Depois de chegar à data final, a contagem de tempo simplesmente recomeçaria – como os ocidentais fazem quando seu calendário chega ao dia 31 de dezembro. 

Não existe nenhum texto maia falando sobre o apocalipse propriamente dito. Já foram encontradas inscrições falando sobre eras anteriores e posteriores à atual. O arqueólogo William Saturno, da Universidade de Boston, encontrou no sítio arqueológico de Xultun, na Guatemala, murais maias representando cálculos matemáticos que iam até 7.000 anos no futuro, bem depois do previsto fim do mundo. 

Rota de colisão – Na verdade, a apocalipse maia tem mais a dizer sobre a sociedade atual do que sobre os próprios maias. Apesar de continuamente desmentidas por cientistas, as teorias do fim do mundo continuam aparecendo de tempos em tempos, estejam elas registradas em livros, como as profecias de Nostradamus, ou nos hardwares de computadores, como o Bug do Milênio. Os boatos apocalípticos sempre correram mais rápido do que o desmentido científico - e agora contam com a velocidade da internet. Uma simples busca no Google pelos termos maia e fim do mundo retorna 102.000.000 resultados. 

Uma das teorias mais populares que surgiram a partir da profecia maia diz respeito a Nibiru, um planeta desconhecido que iria colidir com a Terra no final de 2012. A ideia tem início nos escritos do autor azerbaijano Zecharia Sitchin. A partir de interpretações muito pessoais da mitologia babilônica, ele afirmava que a Terra teria sido colonizada por alienígenas vindo do planeta Nibiru, localizado além de Netuno e com uma órbita elíptica de 3.600 anos em torno do Sol. Apesar de contestado pelos historiadores, que diziam que sua ideia não tinha nenhuma base nos registros da Babilônia, a ideia prosperou, foi adotada por toda sorte de místicos nos anos 1990 e acoplada ao apocalipse maia. 

Uma busca no Google pelas palavras Nibiru e 2012 retorna 13.600.000 resultados. A repercussão do boato sobre um planeta invisível em rota de colisão com a Terra atingiu até mesmo os cientistas da Nasa. David Morrison, pesquisador do Instituto de Astrobiologia da Nasa, diz que recebe mais de 20 e-mails por semana perguntando sobre o tema e resolveu responder ao boatos em um texto postado no site da agência. "Para um astrônomo, as declarações persistentes sobre um planeta que está, ao mesmo tempo, próximo e invisível é ridícula", escreveu. Segundo o pesquisador, se o planeta existisse teria sido visto por milhares de astrônomos amadores. Além disso, desde o começo de 2012, o planeta estaria visível para qualquer um que olhasse para o céu. "Ninguém pode esconder um planeta que vai nos atingir em um ano." 

Outra teoria usada para explicar o fim do mundo próximo cita um excêntrico alinhamento cósmico que faria, no dia 21, com que a Terra, o Sol e o buraco negro no centro de nossa galáxia ficassem em uma mesma linha reta. Para os profetas, a gravidade decorrente desse processo causaria danos irrecuperáveis ao nosso planeta. Segundo a Nasa, no entanto, esse fenômeno é muito comum e não tem nenhuma consequência gravitacional bizarra. "Isso acontece todo dezembro, sem nenhuma consequência ruim, e não há nenhuma razão para esperar que 2012 será diferente de qualquer outro ano", disse David Morrison, em mais um documento em que a ciência rebate os boatos apocalíticos. 

Ciência do fim do mundo — Apesar de baterem de frente com os defensores do apocalipse maia, os cientistas não afirmam que a vida humana vá durar para sempre. Ao contrário, eles sabem que a história dos Homo sapiens, e da civilização que conseguiram construir no terceiro planeta do Sistema Solar, terá de chegar ao fim - em um futuro ainda distante. Daqui a um bilhão de anos, a radiação solar deve aumentar de intensidade a ponto de queimar o que estiver vivo e evaporar toda a água da Terra. Se o homem conseguir bolar algum jeito de sobreviver, em quatro bilhões de anos a Galáxia de Andrômeda deve se chocar com a Via Láctea, causando uma série de colisões estelares. Se a Terra passar incólume, em cinco bilhões de anos o Sol se tornará uma estrela gigante vermelha, e consumirá o planeta em suas chamas. 

Mas não é necessário esperar tanto tempo. No passado, extinções em massa já foram causadas pela atividade vulcânica e por mudanças climáticas. Há 65 milhões de anos, o impacto de um asteroide causou a extinção dos dinossauros. Não se sabe quando esses tipos de eventos podem voltar a acontecer. Segundo alguns cálculos, pelo menos 99% das espécies que já habitaram o planeta estão extintas. Até quando a humanidade pode driblar seu destino inescapável?

Com o avanço tecnológico, os prognósticos se tornam, paradoxalmente, menos otimistas. Por 200 milênios, os humanos foram capazes de sobreviver aos desastres naturais, mas agora começaram a criar seus próprios riscos. Foi só no século 20 que eles se tornaram capazes de criar uma tecnologia com potencial de exterminar toda a vida na Terra: a bomba atômica. Em 1947, pesquisadores da Universidade de Chicago criaram o Relógio do Juízo Final, para medir o quanto a humanidade está perto de acabar com sua própria existência. No início, só levavam em conta os perigos da guerra nuclear, mas já adotaram o aquecimento global em seus cálculos. Hoje, o relógio está a cinco minutos da meia-noite. 

Segundo o astrofísico inglês Martin Rees, professor da Universidade de Cambridge e autor do livro Hora Final - Alerta de Um Cientista (Companhia das Letras), as chances de a humanidade sobreviver ao século 21 são de apenas 50%. Isso por causa do desenvolvimento de novas tecnologias que podem ter impacto global, como o terrorismo biológico e a nanotecnologia. Em 2008, pesquisadores reunidos na Universidade de Oxford para participar da Conferência de Riscos Catastróficos Globais previram o risco de extinção humana no próximo século como sendo de 19%. O próprio astrônomo inglês Stephen Hawking propôs que a humanidade deve abandonar a Terra e colonizar outros planetas se quiser escapar da extinção. 

Correndo contra o tempo — Os cientistas, no entanto, não defendem que fiquemos parados frente a estes prognósticos desastrosos. Duas das mais importantes universidades do mundo já criaram centros dedicados a estudar os riscos que podem pôr fim à vida humana e a pensar, se possível, em modos de preveni-los. Em 2005, a Universidade de Oxford criou o Instituto do Futuro da Humanidade dentro de sua Faculdade de Filosofia. Em 2012, a Universidade de Cambridge uniu pesquisadores da filosofia, cosmologia e do desenvolvimento de softwares para dar início ao Centro para o Estudo do Risco Existencial. 

Segundo o filósofo Nick Bostrom, diretor do centro de Oxford, existem diversos tipos de eventos que podem ameaçar a humanidade. Em um dos primeiros estudos do tipo, ele classifica os riscos conforme sua localidade e intensidade. Existem eventos locais e toleráveis, como seria o caso de um intenso apagão que atinja todo o continente americano. É claro que esse tipo de desastre é preocupante e pode levar uma parte da humanidade de volta à era pré-industrial, mas mais perigosos são os eventos globais e terminais. Bostrom chama esse tipo de evento de Risco Existencial, pois levaria à extinção do Homo sapiens. 

O filósofo sustenta que os cientistas e governantes devem agir agora em relação a esses riscos, pois, quando acontecerem, não haverá tempo para reação. "Nossa abordagem aos Riscos Existenciais não pode ser a da tentativa e erro. Não existe oportunidade de aprender com o erro", escreve. Já existem diversos projetos nesse sentido. A Nasa mapeia o espaço em busca de todos os grandes asteroides e cometas que ameacem se chocar com a Terra. Pesquisadores se reúnem regularmente para estudar e inventar maneiras de combater o aquecimento global – embora os governos não costumem ajudar. Existem tratados internacionais de não proliferação de armas biológicas e nucleares. Cientistas de todas as partes do planeta fundaram grupos dedicados estudar maneiras seguras de desenvolver a nanotecnologia e a inteligência artificial. 

Com tanto em jogo, cada possível cenário catastrófico deve ser analisado, por mais inverossímil que pareça. Em 1983, o astrônomo Carl Sagan escreveu um documento sobre os perigos trazidos pelas bombas nucleares cada vez mais avançadas. Ele comparou o risco de uma guerra nuclear que matasse centenas de milhões de pessoas com o risco de uma guerra que exterminasse toda a humanidade – como parecia cada vez mais provável. "Se formos calibrar a extinção em termos numéricos, temos que incluir o número das pessoas de gerações futuras, que serão impedidas de nascer. A guerra nuclear põe em perigo todos os nossos descendentes, até quando os seres humanos seriam capazes de existir", escreve. Segundo seus cálculos, a extinção representaria a morte de mais de 500 trilhões de pessoas. "A extinção é a ruína de todo o empreendimento humano", conclui Sagan. Hoje, quando os perigos criados pelo homem são maiores e mais numerosos do que a guerra nuclear, o cuidado é ainda mais necessário. Baixar a guarda pode ser fatal.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-mundo-nao-vai-acabar-em-2012-mas-o-que-vem-depois

domingo, 25 de novembro de 2012

Cientistas desvendam profecia maia do fim do mundo em 2012

Alberto Nájar
Da BBC Mundo no México

Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.
A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.
O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.
Até então, as mensagens gravadas em "estelas" – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.
Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.
"(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).
"Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias."
Novas interpretações
Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.
Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.
"A medição do tempo dos maias era muito completa", explica Gronemeyer. "Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro", afirma.
Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma "onda milenarista" que, segundo ela, "antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos".
Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma "crise ideológica, religiosa e social".
Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma "vertente catastrófica", mas também uma linha que "prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa".
Crença no final
A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial.
Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.
Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.
Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Em vez do fim do mundo, inscrições maias indicam passagem de um deus em 2012



Uma nova interpretação das inscrições maias começa a ganhar força. Em vez de predizer o fim do mundo no ano que vem, na realidade a mensagem do antigo povo faz referência à chegada de um deus. Ao menos, essa é a interpretação dos hieróglifos de Sven Gronemeyer, da Universidade de La Trobe, na Austrália, apresentada no sítio arqueológico de Palenque, no sul do México, nesta quarta-feira.
As interpretações de Gronemeyer são baseadas em uma tábua de pedra, encontrada anos atrás, no sítio arqueológico de Tortuguero, na costa do Golfo do México. Ele disse que a inscrição prevê o retorno do misterioso deus maia Bolon Yokte (deus da criação e da guerra) no final de um período de 13 de 400 anos, conhecido como Baktuns, que equivale ao dia 21 de dezembro de 2012. Os maias consideram sagrado o dia 13. Segundo o pesquisador, não há nada de apocalíptico nesta data.
O texto foi esculpido há 1300 anos. Contudo, a pedra foi quebrada, o que fez com que o final da passagem ficasse praticamente ilegível. Gronemeyer disse que a inscrição se refere ao fim de um ciclo de 5125 anos desde o início do longo calendário Maia, em 3113 a.C. O fragmento foi uma profecia do então governante Bahlam Ajaw, que queria planejar a passagem do deus.
"A data adquiriu um valor simbólico, pois é visto como um reflexo do dia da criação", explica o pesquisador.
"É a passagem de um deus e não necessariamente um grande salto para a humanidade", completou.
As conclusões do pesquisador foram anunciadas menos de uma semana após o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) reconhecer que havia uma segunda referência à data de 2012 em inscrições, desencadeando uma nova rodada de conversas sobre a interpretação das previsões maias.
De acordo com o INAH, essa inscrição mencionando 2012 foi encontrada na ruína Comalcalco. Muitos especialistas duvidam, contudo, que este fragmento seja uma referência definitiva para a data citada como o possível fim do mundo, dizendo que não há tempo futuro marcado nesta segunda inscrição como no caso de tábua de pedra de Tortuguero.
O INAH está tentando dissipar a ideia de um apocalipse em 2012. Seu último passo foi organizar uma mesa redonda especial de especialistas maias esta semana em Palenque, onde Gronemeyer divulgou seu trabalho.
Fontes: Instituto de Antropologia e História do México (INAH)  / The Guardian  via SeuHistory.com