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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Gliese 710 "O Astro que pode Matar a Humanidade"

 

Estrela pode gerar uma perigosa tempestade de cometas ao passar pelo nosso sistema solar

Há bastante tempo cientistas sabem que a anã-vermelha Gliese 710 passará perto do nosso sistema solar. A expectativa é que isso aconteça daqui cerca de um milhão de anos. Mas uma análise atualizada sugere que a estrela passará mais perto do que imaginávamos e quando isso acontecer, ela pode gerar uma tempestade de cometas bem perigosa para a Terra.

A Glise 710 atualmente está a 64 anos-luz da Terra, mas para todos os efeitos, está vindo diretamente em nossa direção. Um estudo publicado pela revista Astronomy and Physics projeta que o encontro acontecerá daqui a cerca de 1,35 milhão de anos e que ela passará a 13.365 UA do nosso Sol (1 UA é igual a distância média da Terra para o Sol), ou 1,9 trilhão de quilômetros. A essa distância, seriam necessários 77 dias para alcançar o nosso planeta.

Claro que isso é longe, mas não em termos cósmicos. Essa distância está bem próxima da nuvem de Oort – uma grande nuvem esférica de planetesimais voláteis que está a cerca de 50.000 UA, ou quase um ano-luz, do Sol. A Gliese 710 deve evitar um impacto direto com qualquer objeto de dentro do nosso sistema solar, mas antes ela deve passar pela nuvem de Oort.

E com sua grande influência gravitacional (ela tem cerca de 60% o tamanho do nosso Sol), certamente irá perturbar grandes rochas que estão paradas. Assim, é possível que essa estrela gere uma chuva de meteoros capaz de afetar a Terra.

                 Nuvem-de-oortRepresentação visual da nuvem de Oort, que está cheia de rochas 
                                                                e gelo. Imagem: NASA.

Para realizar o estudo, os astrônomos Filip Berski e Piotr Dybczński da Adam Mickiewicz University na Polônia usaram dados coletados pela Missão Espacial Gaia. Os novos cálculos mostram que a distância mínima da estrela será pelo menos cinco vezes menor do que as estimativas anteriores. Nessa distância, ela será objeto mais brilhoso e rápido do céu noturno.

Durante a passagem, a Gliese 710 irá gerar uma tempestade de cometas observável, e cerca de 10 novos cometas de longo período a cada ano – e por um período de três a quatro milhões de anos. Essa influência da estrela será sentida em nosso Sistema Solar durante muito tempo. “[Esse] evento [será] o mais forte encontro do futuro e da história do sistema solar”, concluíram os autores do estudo.

São más notícias para futuras civilizações, mas com algum otimismo as próximas gerações irão descobrir alguma forma de desviar os asteroides e cometas. Já existem iniciativas nesse sentido, inclusive.

E vale lembrar que a Gliese 710 não é a única estrela que nos fará uma visita. Pelo menos 14 estrelas próximas podem chegar a uma distância de três anos-luz durante os próximos milhões de anos. Duas delas devem atravessar a nuvem de Oort.
Fontes
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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Gliese 710, a Futura Invasora de nosso Sistema Solar?

Nossa majestosa estrela, o Sol, pode receber companheira em breve (pelo menos em escalas de tempo cósmicas). Um astrônomo russo chamado Vadim Bobylev deixou várias pessoas preocupadas ao alertar sobre “um segundo sol”.
Imagem ilustrativa
Em menos de dois milhões de anos, há uma chance de 86% de nosso estrela receber uma parceira – Gliese 710, que estará aproximadamente a apenas 1 ano-luz de nós. Porém, alguns milhões de anos depois, ela adentrará nosso sistema solar, perturbando a Nuvem de Oort e causando alguns ”problemas orbitais” em alguns corpos, podendo inclusive realinhar algumas órbitas (como na canção de Cássia Eller ”Segundo Sol”). Há também o risco de Gliese 710 perturbar seriamente a Nuvem de Oort, causando uma chuva de cometas em todo o sistema solar.
Felizmente, os cálculos de Bobylev demonstraram que há uma chance muito remota que a estrela se aproxime do sistema solar interior – apenas 0,1%.
Gliese 710 é uma anã marrom que está na constelação de Serpens, a 63 anos luz. Segundo o astrônomo, ela está chegando mais perto de nós. Em 1,4 milhão de anos, será tão visível quanto Antares.
Embora o sistema solar esteja rodeado de estrelas vizinhas, até bem pouco tempo atrás não estava claro o movimento dessas estrelas pela Via Láctea. Um levantamento realizado pela sonda Hipparcos, da ESA, forneceu dados de aproximadamente 100 mil estrelas próximas. Esses dados permitiram aos astrônomos saber quais estrelas estavam mais próximas de nós há milhões de anos e quais estarão mais próximas no futuro.
Motivo de preocupação? Talvez. O mais provável, no entanto, é que daqui a dois milhões de anos já tenhamos colonizado outros sistemas planetários.
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                                                Fonte:kristagalify

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

GLIESE 710 : ANÃ VERMELHA DA MORTE ?


Gliese 710 é uma anã vermelha da constelação Serpens, com magnitude 9,66 e massa estimada entre 0,4 e 0,6 massas solares.
Está aproximadamente a 63,0 anos luz da Terra, mas é notável porque seu movimento, distância e velocidade radial indicam que vai chegar à distância de 1,1 anos luz (70 mil UA) da Terra em 1,4 milhões de anos, segundo dados do telescópio Hipparcos. Quando estiver à sua distância mínima, ela será uma estrela de primeira magnitude tão brilhante quanto Antares.
Num intervalo de ±10 milhões de anos até o presente, Gliese 710 é a estrela cuja combinação de massa e sua menor distância da núvem de Orts ´poderá  causar a maior perturbação gravitacional em nosso sistema solar. 
Especificamente, ela tem o potencial de perturbar a Nuvem de Oort o suficiente para enviar uma chuva de cometas ao sistema solar interno, causando, possivelmente, um evento de impacto. 
Contudo, recentes modelos dinâmicos por García-Sánchez, et al. indicam que o incremento médio da taxa de formação de crateras  no sistema solar devido à passagem do Gliese 710 não será maior que 5%.
Curiosamente, a estrela com o segundo maior efeito de perturbação nos próximos ou passados 10 milhões de anos foi Algol, um sistema estelar triplo que passou não mais perto que uma distância de 9,8 anos luz, 7,3 milhões de anos atrás, mas com uma massa total maior, de 5,8 massas solares. Algol (também conhecida como Estrela Demônio) era tradicionalmente considerada a estrela mais azarada no céu, daí seu nome (al-Ghulsignifica 'o Demônio' em árabe).
FONTE : WIKIPÉDIA ENCICLOPÉDIA LIVRE
Um astrônomo russo deixou algumas pessoas preocupadas ao publicar um artigo dizendo que uma estrela anã ─ atualmente a 63 anos-luz de distância ─ poderá, muito provavelmente, entrar em nosso sistema solar em menos de 2 milhões de anos.

Vadim Bobylev, do Observatório de Pulkovo, na Rússia, apresentou em Astronomy Letters uma lista de estrelas próximas que poderão fazer contatos imediatos com a nossa vizinhança solar. Ele descobriu que a Gliese 710, estrela com cerca da metade da massa do Sol, tem uma chance 86% de sair da nuvem de Oort ─ nuvem esférica de cometas no exterior do sistema solar ─ e entrar em nosso sistema daqui a cerca de 1,5 milhão de anos. 

Em 1999 uma equipe de pesquisadores cruzou dados do satélite europeu Hipparcos, que catalogou a posição e o movimento de cerca de 120 mil estrelas na Via Láctea. A pesquisa, publicada no Astronomical Journal, constatou que Gliese 710 provavelmente esteve a uma distância cerca de 1,1 anos-luz do sol. Os autores do estudo, concluíram que a “viagem” de Gliese 710 no passado ocorreu quando houve a dispersão de milhões de cometas, felizmente, porém, para fora de nosso sistema solar.

Sempre há noticias dramáticas, mas, como Bobylev observou, a futura “entrada” da Gliese 710 é conhecida há mais de uma década. E como foi apontado, o encontro poderá ser inofensivo.

Paul Weissman, cientista sênior no Jet Propulsion Laboratory da Nasa em Pasadena, Califórnia, e coautor do artigo original, diz que seria necessária uma aproximação muito maior da Gliese 710 ao Sol para iniciar uma chuva de cometas na Terra. “Isso não é impossível, dada a nossa incerteza sobre a movimentação da estrela, mas a pesquisa de Bobylev indica ser improvável”, completa Weissman, notando uma boa dose de incerteza em relação à rota da estrela Gliese 710.

Mas mesmo se as gerações futuras, daqui a milhões de anos, possam sofrer com a queda de uma estrela-anã na Terra, não poderíamos fazer nada. Há 1,5 milhão de anos atrás, a espécie humana ainda não existia e o estágio da tecnologia do Homo erectus eram apenas ferramentas de pedra e, possivelmente, um fogo controlado. É de se esperar que, se a humanidade evoluiu tanto em poucos milhões de anos, no futuro os habitantes terrestres possam apenas apertar um botão e acabar com qualquer ameaça de apocalipse.
Fontes: SCIENTIFIC AMERICA
http://en.wikipedia.org/wiki/Gliese_710

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