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sábado, 12 de agosto de 2017

Polícia não considera "Crime" o Desaparecimento de Bruno Borges e Você o que acha?

Imagem fonte:sentineladafronteira

Estudante voltou para casa nesta sexta-feira (11), após ficar quase cinco meses desaparecido. Dois amigos de Bruno foram indiciados por falso testemunho.
O delegado Alcino Júnior disse que Bruno e a família não serão responsabilizados e que não houve crime no caso (Foto: Lys Mendes/Arquivo pessoal )

A Polícia Civil afirmou, durante coletiva nesta sexta-feira (11), que Bruno Borges, de 25 anos, não vai responder criminalmente após ficar quase cinco meses desaparecido. O estudante, que ficou conhecido como "menino do Acre", estava sumido desde o dia 27 de março e voltou para casa na manhã desta sexta.
O delegado que investiga o caso, Alcino Júnior, disse que a família também não deve ser responsabilizada, já que o desaparecimento foi voluntário e não constitui crime. O jovem vai ser ouvido na próxima semana.
"Não tinha um delito praticado, havia uma comprovação de ausência voluntária programada pelo Bruno. Então, como não é crime, ele continuou vivendo esse momento de afastamento da sociedade e encerramos o inquérito, responsabilizando algumas condutas do Márcio Gaiote e Marcelo [amigos de Bruno], por falso testemunho. E também foram indiciados pelo furto de alguns materiais, que foi noticiado, inclusive, pela mãe do Bruno", afirmou.
Júnior afirmou que, fora os dois indiciamentos dos amigos do jovem, não há motivos para Bruno Borges ser responsabilizado criminalmente.
"Precisa que fique claro também que o aparecimento do Bruno não traz nenhuma consequência jurídica, talvez tenha trazido uma movimentação social, consequência social, mas não jurídica, até porque o ordenamento brasileiro não vê nenhum tipo de crime para quem se ausenta voluntariamente”, explicou.

Esclarecimentos
O delegado disse que conversou com o pai do estudante, Athos Borges, pela manhã e que a data para Bruno ser ouvido pela polícia ainda não foi marcada.
"Essa conversa é mais para trazer alguns esclarecimentos e pontuar alguns vínculos. A nossa conversa foi muito preliminar, superficial. Entendo que hoje é um momento da família, para que eles possam conversar entre eles, então, não achei conveniente ouví-lo no dia de hoje", destacou.
Além disso, o delegado também não soube informar se Bruno chegou a sair do estado ou sempre esteve em Rio Branco. Ele explicou ainda que a legislação não prevê punição para desaparecimento e que em nenhum momento a família noticiou crime.

"O Bruno se afastou voluntariamente, não notificou nenhum tipo de crime, nem a família noticiou crime, mas sim desaparecimento, e a princípio todos de boa-fé, e isso não é crime. Agora, se houvesse uma notícia e a gente tivesse ciência de que eles sabiam que não se tratava de crime algum, aí sim haveria um crime que é chamado falsa comunicação de crime. E aí, na esfera criminal, ele seria responsabilizado", disse o delegado.
O primeiro dos 14 livros que Borges deixou criptografado entrou para a lista "não ficção" dos mais vendidos da semana, entre os dias 24 e 30 do mês passado. O ranking é do site PublishNews, construído a partir da soma das vendas de todas as livrarias pesquisadas.
A segunda obra do jovem já tem data para lançamento, disse a editora ao G1. O livro "TAC: Teoria da Absorção do Conhecimento" (Arte e Vida) tem 191 páginas nas quais o autor faz grande esforço para explicar sua criação.
Bruno Borges estava sumido há quase cinco meses (Foto: Arquivo Pessoal) 

Relembre a história
Antes de sair da casa onde mora em Rio Branco, Bruno Borges deixou 14 livros escritos à mão e criptografados, com alguns trechos copiados nas paredes, teto e no chão do quarto. Deixou ainda uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548-1600), por quem tem grande admiração, que custou R$ 10 mil.
Em maio deste ano, Marcelo Ferreira, de 22 anos, amigo do estudante, chegou a ser detido pela polícia pelo crime de falso testemunho. Na casa dele, a Polícia Civil encontrou dois contratos – um deles autenticado no dia do desaparecimento – que estabeleciam porcentagens de lucros com a venda dos livros. Ferreira teria ajudado Bruno no projeto.
Policiais também encontraram móveis do quarto do acreano na casa de outro amigo, Bruno Gaiote, que também teria participado na logística. Gaiote, que mora na Bahia, chegou a ser indiciado para depor na capital acreana, mas não compareceu, sendo indiciado indiretamente.
Em entrevista ao Bom Dia Amazônia exibida no dia 3 de julho, Ferreira contou que ajudou Bruno a montar o quarto e sabia do projeto, mas garantiu que não tinha conhecimento do desaparecimento, nem do local onde ele poderia estar vivendo.
Para a Polícia Civil, que investigou o caso, os contratos, e-mails e mensagens trocadas entre os amigos esclarecem a situação. O sumiço de Bruno foi parte de um plano para garantir a divulgação do trabalho deixado por ele, informou na época o delegado Alcino Souza Júnior.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Bruno Borges após 5 meses retorna para sua casa no Acre e “Parece que não foi Abduzido”

Bruno estava desaparecido havia 5 meses. (Foto: Reprodução)

O jovem estudante Bruno Borges, mais popularmente conhecido como o 'menino do Acre', voltou pra sua casa na capital do estado após cinco meses desaparecido. O caso do rapaz tomou proporções nacionais quando ele simplesmente sumiu de casa deixando para trás apenas uma série de livros e um quarto pra lá de 'interessante'.

O rapaz retornou para sua casa hoje (11), pela manhã e segundo sua família, ele passa bem e não aparenta nenhum tipo de violência. O pai de Bruno, Athos Borges, declarou que seu filho ainda não está pronto para dar entrevistas e que provavelmente ele não irá ficar na casa onde morava, devido ao fato de ter muitos curiosos e também repórteres nos arredores da residência.

Em entrevista ao jornal Extra, Denise Borges, mãe de Bruno relatou que conversou com o jovem. “Ele já falou comigo por telefone, mas não parava de chorar. Ele me pediu perdão, disse que sentiu essa vibração e por isso voltou”, afirmou.

LIVROS

Lançado recentemente o livro “TAC – Teoria da Absorção do Conhecimento” entrou na lista dos mais vendidos do país de acordo com o site PublishNews. A obra promete ensinar uma metodologia capaz de potencializar a absorção e a criação de novos conhecimentos. Além de disponibilizar uma prévia do conteúdo dos manuscritos produzidos pelo menino do Acre, o site oficial do projeto dá alguns detalhes gerais sobre o produto. 

Segundo a página, “Bruno Borges revela através de intensa pesquisa uma metodologia capaz de potencializar a absorção e a criação de novos conhecimentos”. 

RELEMBRE O CASO

Bruno desapareceu no dia 27 de março deste ano, deixando cerca de 14 livros, escritas codificadas e imagens em seu quarto. O mistério repercutiu nas redes sociais depois que um vídeo – gravado sem autorização da família – viralizou. O sumiço do jovem foi investigado pela Polícia Civil do Acre. O coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), delegado Fabrizzio Sobreira, afirmou que todas as possibilidades foram consideradas, mas até hoje o rapaz não foi encontrado.
No quarto, os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria, como em uma página de caderno. Várias simbologias foram desenhadas no cômodo e também ao redor da estátua. Um quadro na parede em que Bruno aparece sendo tocado por um extraterrestre também mostra o interesse do jovem pelos mais diversos assuntos.
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                                                 Veja o Vídeo Abaixo:

                                                Fonte:AssombradO.com.br

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Livro de Bruno Borges: Menino do Acre entra Para a Lista de "Mais Vendidos"

                         (Rede Amazônica Acre/Reprodução)

 "TAC: Teoria da Absorção do Conhecimento", de Bruno Borges, está em vigésimo lugar – dividindo espaço com "Homo Deus" e Dráuzio Varella.
Bruno Borges, o “menino do Acre”, seguiu o conselho ao pé da letra: em 27 de março, almoçou e saiu de fininho para um rolê que ainda não acabou. Na semana após o sumiço, não houve Temer, Lula ou JBS capaz de tirá-lo da capa dos jornais. Não por conta do desaparecimento em si, mas pelas circunstâncias que envolvia o caso. Relembrando: Bruno deixou 14 grossos livros manuscritos, dentro de um quarto repleto de códigos escritos na parede. A criptografia era juvenil, extremamente simples de decifrar, e os tais manuscritos, uma coleção de reflexões mal-ajambradas do tipo:

“Eu apenas quero mostrar, pela minha barganha de conhecimentos empíricos e teóricos, a conclusão que eu cheguei, pois, como eu ia dizer, essa é uma teoria pela qual eu coloquei em prática durante anos suas funcionalidades e pude perceber que dava certo, uma vez que foi dela que saiu tantas ideias totalmente originais partidas de mim mesmo.”

Agora, quatro meses após o sumiço do “menino” (que não é menino, já que tem 24 anos), a obra dele começa a ser publicada. Não. Ele não reapareceu. Quem decidiu publicar foi a família. O primeiro volume de Bruno, intitulado TAC: Teoria da Absorção do Conhecimento, entrou em pré-venda pela editora Arte e Vida por R$ 24,50 – o lançamento nacional ficou para o dia 21 de julho. Segundo o site especializado Publish News, a obra alcançou o vigésimo lugar na lista de livros de não-ficção mais vendidos do país entre os dias 24 e 30 do mês passado.

Isso significa que a editora já esgotou, com folga, a tiragem original de 20 mil cópias – 14,8 mil já estavam reservadas antes mesmo do lançamento, afirmou a editora Renata Carvalho.
Reveja o caso Bruno Borges no vídeo abaixo.
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                                               Veja o Vídeo Abaixo:


                                           Fonte:Fatos Desconhecidos

sábado, 6 de maio de 2017

REVELAÇÃO - Caso Bruno Borges: Toda sua Trajetória em um Vídeo!! (EXCLUSIVO)


O que se sabe até agora sobre o caso de Bruno Borges, jovem desaparecido no Acre
Bruno Borges, de 24 anos, desapareceu sem dar notícias Foto: Reprodução/Facebook

Vamos a uma breve explanação do acontecido:
O desaparecimento do estudante de psicologia Bruno Borges, no Acre, está movimento as redes sociais com teorias do que pode ter acontecido com o jovem, de 24 anos. Sumido desde o último dia 27 de Março, Bruno deixou em seu quarto, onde se mantinha trancado, 14 livros, escritos a mão, criptografados. Trechos da obra também estão nas paredes do local, assim como quadros e outros desenhos. Veja abaixo as informações que se têm até agora sobre o desaparecimento de Bruno.

Entenda o caso
Bruno desapareceu, sem deixar rastros, no último dia 27 de Março. Em seu quarto foram encontrados os 14 livros escritos a mão e criptografados, além de uma estátua do teólogo italiano Giordano Bruno (1548-1600), avaliada em R$ 7 mil. A Polícia Civil do Acre está investigando o caso.
O que a polícia sabe até agora
A Polícia Civil do Acre acredita que Bruno saiu de casa voluntariamente, e deve voltar em breve. De acordo com o delegado geral do estado, Carlos Flávio Portela, o jovem levou com ele um celular, um HD e algumas peças de roupas. O celular não está sendo utilizado.
O delegado afirma que dois amigos de Bruno revelaram que ele já havia manifestado a intenção de se isolar durante algum tempo, mas sem revelar onde. Além disso, algumas das mensagens deixadas por ele, que a polícia está tentando decifrar, demonstrariam a mesma intenção.
— Não há nenhum indício de crime. Aparentemente, ele planejou. Acreditamos que, em breve, devemos ter uma notícia positiva — garante Carlos, ressaltando que nenhuma possibilidade é descartada.Fonte

Pois bem agora vamos a este incrível vídeo, onde explica passo a passo toda a sua trajetória até seu desaparecimento, um vídeo muito bem elaborado pelo canal do youtube  Fábrica de Noobs, assista o vídeo e tire suas próprias conclusões:
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                                            Veja o Vídeo Abaixo:


                                            Fonte:Fábrica de Noobs

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O universo criado por Bruno Borges antes de desaparecer - ESPECIAL -

Curiosidade, surpresa e muito mistério são os principais sentimentos que envolvem o caso de hoje. Uma história real, que foi retratada em toda a mídia e que ainda continua sem um desfecho. O que nós aqui do Fatos Desconhecidos podemos te dizer, é que hoje, com muito respeito a família, e claro, ao protagonista desse caso, vamos fazer uma retrospectiva e análise do que ficou popularmente conhecido como:
“O desaparecimento do menino do Acre”.
E como toda essa história misteriosa é bastante complexa e também delicada, afinal estamos falando sobre um rapaz que está desaparecido, nós decidimos que Bruno merecia muito mais do que apenas ter a sua história contada em mais um vídeo aqui no canal, e é por isso, que preparamos esse especial!
Se você ainda está confuso, porque não conhece ou não ouviu falar sobre esse assunto, tá tudo bem viu! Porque a gente vai te explicar em detalhes, as principais e mais relevantes informações sobre essa história.Por isso, seja muito bem-vindo ao nosso canal, e prepare se para embarcar nessa com a gente e descobrir um pouco mais sobre “ O universo criado por Bruno Borges antes de desaparecer”.
Além disso vocês poderão assistir a uma entrevista incrível com a dupla Igor Rincon e Renoir dos Reis que vão dar uma verdadeira aula sobre criptografia e como ela foi utilizada para desvendar alguns dos maiores mistérios deixados por Bruno antes de simplesmente desaparecer.
Fonte:Fatos Desconhecidos
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                                             Veja o Vídeo Abaixo:


                                          Fonte:Fatos Desconhecidos

domingo, 16 de abril de 2017

Jovem Bruno do Acre relata em Áudio que saía do próprio corpo 'PROJEÇÃO ASTRAL'?

Bruno Borges ficou conhecido em todo o Brasil, após ele sumir. Em sua casa, na cidade de Rio Branco, no Acre, a família encontrou um quarto isolado, que mais se parece com uma obra de arte. Tinham quatorze livros criptografados, além de mensagens no chão e nas paredes. No centro do cômodo, uma estátua de cem quilos de um filósofo. O jovem foi visto pela última vez próximo à sua casa. Já se passam algumas semanas e ele não é avistado. Bruno entrou em muitos cursos superiores, mas não concluiu nenhum deles. A inquietação e a busca por conhecimento sempre foram espantosas. A situação preocupou seus pais, que procuraram médicos quando ele ainda era pequeno.
Em reportagem exibida neste domingo, 16, o 'Fantástico' conversou com a família do jovem, que diz tentar contato até com extraterrestres.
A mãe de Bruno diz que, quando ele era criança tinha um amigo imaginário, de nome tomate, que era apenas uma almofada vermelha. Nunca foi identificado nenhum problema mental no rapaz, que cresceu diante de sua inquietação. Com um irmão gêmeo idêntico, ele decidiu procurar o seu médico obstetra. O homem que fez o parto de Bruno diz que conversou com ele e seu raciocínio era completamente normal. No papo, o menino do Acre disse que ouvia vozes, mas que eram espíritos. O médico, que é espírita, quis saber mais detalhes sobre o que ais tais vozes falavam. Elas, segundo o jovem, diziam que ele faria algo muito grande pela humanidade.

Em um áudio conseguido com exclusividade pelo programa da Globo, o jovem diz que conseguiu sair do próprio corpo, mas que foi rápido e bastante frustrado. Isso porque ele não conseguiu o que mais queria, que seriam fazer curas. De uma família rica, o jovem é procurado agora não apenas pela polícia brasileira, mas também pela internacional. O Brasil já acional a Interpol, que está atrás do jovem da cidade de Rio Branco. O irmão diz que acredita que ele irá voltar, mas que o que preocupa é que ele estava muito magro, já que mudou sua dieta, comendo apenas frutas e nada de origem animal.

Veja abaixo o arquivo que mostra a reportagem exibida pelo 'Fantástico'. A TV Globo dedicou incríveis sete minutos ao 'Show da vida' sobre o caso que está dando o que falar.

Para você, Bruno Borges somente quis aparecer e está atrás de fama, ou ele realmente pode ter tido contato com forças superiores?

Projeção Astral: Viagens fora do corpo
Não são poucas as pessoas que relataram a sensação de se desprender do corpo durante o sono. Há quem acredite que Cientistas como Kepler, Einstein e Jung também teriam vivido essa experiência.
Marcos de Moura e Souza

Numa madrugada há pouco mais de 20 anos, o médico urologista carioca Luiz Otávio Zahar teve a sensação de acordar no meio da academia de ginástica que costumava freqüentar. As luzes estavam apagadas e não havia ninguém usando os aparelhos de musculação nem circulando pelos corredores. O médico percorreu o espaço de um lado para o outro, sentindo-se absolutamente consciente. Mas seu passeio noturno, segundo Zahar, tinha uma peculiaridade: ele via tudo do alto, como se estivesse suspenso, flutuando.

Não foi a primeira vez que Zahar experimentou aquela sensação. Desde a adolescência, sentia-se plenamente acordado no meio de algumas noites, circulando por lugares às vezes conhecidos, às vezes não. Descobriu que alguns davam a essa curiosa experiência o nome de projeção astral, outros de experiência extracorpórea, desdobramento ou projeção da consciência. Zahar acabou por acostumar-se e aceitar alguns desses diagnósticos, mas mantinha consigo uma dúvida secreta sobre a veracidade de suas sensações e visões.

Naquela madrugada na academia, porém, Zahar resolveu pôr à prova a tese de que realmente conseguia – como tantas outras pessoas dizem conseguir – sair do corpo, manter o estado de vigília e usar os sentidos para observar coisas concretas. “Eu não deixo de ser, fora do corpo, aquele médico cartesiano que sou, que quer comprovar as coisas. Pensei: ‘tenho de fazer alguma coisa para provar a mim mesmo essa experiência’. Então vi um parafuso esquecido no alto de uma máquina de exercício. Acordei e anotei”, conta. No dia seguinte, foi até a máquina. Para ver o que havia em cima dela, precisou subir em um banco. Do chão, era impossível enxergar. “Subi e vi o parafuso lá.”

Para a ciência convencional, a idéia de que podemos sair do corpo não apenas está longe de ser provada como soa absurda. Afinal, a ciência não acredita em “espíritos”. Não aceita a idéia de uma “essência” vivendo dentro do nosso corpo – portanto, não dá nem para imaginar que seja possível um se separar do outro. Segundo o modelo científico, somos nosso corpo: nossa essência, inseparável de nós, está dentro das nossas células, em especial nas do cérebro. Está justamente no cérebro a explicação dos cientistas para esse fenômeno – e ela é bem prosaica, quase decepcionante (veja no quadro à direita).

Há quem acredite, no entanto, que o ser humano seja capaz de se desprender do corpo durante o sono, de se deslocar através de paredes, de viajar distâncias a velocidades impensáveis, de interagir com outros que estão no mesmo estado ou mesmo com quem já morreu. Tudo isso sem perder a consciência, o pensamento lógico e o comando sobre seus movimentos, tal qual fazemos durante o dia. Antonio Cesar Perri de Carvalho e Osvaldo Magro Filho, autores de um livro chamado Entre a Matéria e o Espírito (O Clarim, 1990), fizeram uma compilação de relatos sobre personalidades que teriam vivido experiências extra-sensoriais. Um deles teria sido o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630), que tentou decifrar o movimento dos planetas numa época em que os telescópios ainda estavam em uma fase inicial. “Todas as observações dos séculos anteriores estabeleciam apenas os movimentos aparentes porque tinham sido feitas de uma plataforma móvel – a própria Terra”, conta seu biógrafo, Robert Strother. “Kepler superou isso transportando-se pela imaginação para fora do sistema, olhando para baixo de um ponto no espaço.” O próprio Kepler narrou em um de seus livros, Somniun, a história de um personagem que viajava em sonhos para a Lua. A descrição da superfície lunar confere com o que, séculos depois, veio a se conhecer de fato.

Sobre o físico Albert Einstein, o criador da Teoria da Relatividade, o livro Entre a Matéria e o Espírito cita simplesmente um trecho de uma biografia do cientista no qual ele revela a um amigo que tinha concebido suas idéias revolucionárias “através de uma visão”.

Sonhos de Jung

O psiquiatra suíço Carl Jung parece ter ido mais além no terreno das experiências raras. Ele escreveu sobre fatos estranhos que teriam ocorrido em sua casa – como móveis que se partiam sozinhos sem motivo aparente. O criador da psicologia analítica escreveu também sobre sua capacidade de, às vezes, saber de fatos sobre alguém sem que ninguém os tivesse contado. Em 1944, vitimado por um enfarte, descreveu uma visão que alguns consideram uma experiência de projeção astral. “Parecia-me estar muito alto no espaço cósmico. Muito abaixo de mim, vi o globo terrestre banhado de uma maravilhosa luz azul (…) O espetáculo de ver a Terra dessa altura foi a experiência mais feérica e maravilhosa da minha vida.”

Quem diz já ter vivenciado uma experiência desse tipo enfatiza: a lembrança do que acontece é a mesma que se tem de um fato vivido durante o dia, quando se está acordado e de olhos bem abertos. E que essas lembranças nada têm a ver com as de sonhos – por mais reais que estes às vezes pareçam. “As saídas do corpo são estudadas desde a Antigüidade, especialmente no Oriente. Mas era um conhecimento vetado, do campo de cada doutrina”, diz Wagner Borges, escritor, conferencista e pesquisador do assunto. Autor de sete livros e fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (IPPB), Borges dá em suas palestras dicas para quem quiser passar pela experiência extracorpórea de forma consciente. Uma das primeiras perguntas que costuma ouvir é: e se o espírito se desprender para sempre? Para Borges, isso é impossível, já que o corpo, enquanto houver vida, manteria uma conexão indestrutível – “um feixe de energia”, como ele descreve – com o espírito.

Borges, de 43 anos, diz já ter passado por várias experiências desse tipo. As primeiras aconteceram aos 15 anos. “Passava um sufoco. Acordava e não conseguia me mexer”, conta, falando de um “sintoma” comum num processo de projeção. “Uma vez tentei me acalmar, me soltei e vi meu corpo deitado.” Esse seria um dos efeitos da projeção: ver a si mesmo no quarto, deitado, dormindo, exatamente como se realmente está. Em outros casos, o que se vêem são cenários desconhecidos e outras pessoas “projetadas”, pessoas e até mesmo animais, diz Borges. O nível de consciência, segundo ele, varia conforme a ocasião.

O contador paulista Fernando Augusto Golfar, de 37 anos, afirma que vive projeções desde os 6 anos. Contava a seus pais episódios vivenciados por parentes já mortos com os quais falava durante as experiências e visões de lugares que lembrava ter visto dias antes de visitá-los com a família. Por via das dúvidas, a mãe o levou algumas vezes a uma benzedeira. As experiências prosseguiram. “Geralmente me vejo em locais de assistência, hospitais, áreas carentes, enterros ou ajudando usuários de drogas”, conta. Assim como Borges, Golfar afirma ter desenvolvido sua mediunidade. Para ele, isso ajuda em suas projeções astrais, mas não é um requisito fundamental.

O médico Zahar concorda. Agnóstico convicto, ele prefere outra explicação. “Acho que há níveis de consciência e de planos de realidade que ainda não conhecemos.” Curioso e interessado por relatos como os dele, o médico criou em 1999 um grupo de discussão na internet sobre o assunto. O fórum conta hoje com 924 participantes.

Noites maldormidas?
Para neurologista, experiências de projeção astral podem ser atribuídas a problemas relacionados ao sono
Para a medicina convencional, as projeções astrais podem ser explicadas meramente como problemas relacionados ao sono. Segundo o neurologista Rubens Reimão, chefe do Grupo de Pesquisas Avançadas de Medicina do Sono do Hospital das Clínicas, o quadro relatado pelos “projetores” pode ser associado ao que os médicos chamam de alucinação hipnagógica (que ocorre ao cair no sono) e paralisia do sono. As alucinações acontecem quando a pessoa entra abruptamente no estágio de REM (rapid eyes movement, ou movimento rápido dos olhos), que é quando acontecem os sonhos. Normalmente, chega-se a essa fase depois de uns 90 minutos de sono. Mas às vezes mergulhamos nela durante um descuidado cochilo.

“Em geral, a pessoa sonha com o lugar e o momento em que está. Se cochila numa sala de aula, é comum sonhar com alguém falando com ela na sala. E o sonho é tão real que, ao despertar, ela não sabe se aquilo aconteceu ou não”, diz Reimão. Segundo ele, qualquer pessoa pode passar por isso, principalmente se não dormiu o suficiente durante a noite. Já na paralisia do sono, a pessoa acorda, mas sente que simplesmente não pode se mexer nem abrir os olhos e parece estar vendo o próprio quarto.
Fontes:
http://br.blastingnews.com 
http://super.abril.com.br 
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                                               Veja o Vídeo Abaixo:


                                            Fonte:NOTICIAS DO DIA

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Escultor crê que jovem seja reencarnação de filósofo e tenha completado a obra dele

Artista responsável pela escultura fixou estátua no quarto dias antes do jovem desaparecer
 (Foto: Arquivo pessoal)

Artista que fez estátua de Giordano Bruno deu desconto a jovem desaparecido por acreditar em projeto. Bruno Borges sumiu no dia 27 de março e deixou 14 livros escritos à mão e criptografados.
Um dos dos objetos mais emblemáticos que o estudante de psicologia Bruno Borges, de 24 anos, deixou no quarto, antes de desaparecer no último dia 27 de março, em Rio Branco, foi uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548-1600) - réplica da que existe no Campo de Fiori, em Roma.
O G1 conversou com o artista plástico Jorge Rivasplata, de 83 anos, autor da obra. Ele diz acreditar que Bruno seja a reencarnação do filófoso - queimado durante a inquisição - e tenha completado a obra dele.
Estátua do filósofo e teólogo Giordano Bruno está no quarto de Bruno
 (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

"A maioria não entende, mas eu o conheço há muito tempo. Dá para acreditar que foi reencarnado Giordano Bruno nele. Não posso contar mais, a única coisa que posso dizer é que já terminou os livros que ele [Giordano] deixou inconcluso. Queria falar ao seu pai e mãe que não se preocupem, ele está bem e vem apresentar ao mundo esse projeto lindo, fantástico", diz emocionado, mas afirma não saber o paradeiro de Bruno.
A escultura - de mais de dois metros - foi entregue no dia 16, e fixada dentro do cômodo pelo próprio artista. O estudante também deixou no quarto 14 livros extremamente organizados, escritos à mão. Alguns deles copiados nas paredes, teto e no chão. Todas as obras foram criptografadas.

O sumiço é investigado pela Polícia Civil do Acre, mas segue em sigilo. O delegado Fabrizzio Sobreira, coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), informou que todas as possibilidades ainda estão sendo consideradas para apurar o paradeiro do acreano.
Jovem que sumiu deixou 14 livros escritos à mão e criptografados
Rivasplata conta que Bruno foi aluno dele em um curso de desenho e pintura, momento em que surgiu o contato entre os dois, o que culminou com a encomenda. Foram dois meses para ficar pronta. Avaliada em pelo menos R$ 20 mil, o artista diz que acreditou nas ideias de Bruno e, por isso, acabou cobrando R$ 7 mil.
"Ele se destacou. É muito inteligente, superdotado. Ele viu meu trabalho, gostou e me deu um livro sobre o Giordano. A estátua ficou no fundo da minha casa, Bruno veio buscar em uma caminhonete. Depois fui chamado para terminar, para fixar onde deveria ficar", conta.
Alguns dos livros foram escritos nas paredes, teto e chão (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Uma das últimas pessoas a conversar com o estudante sobre o projeto, o artista afirma que não sabia sobre o plano da saída de casa. Contudo, ele acredita que os escritos de Bruno são a conclusão das teorias defendidas pelo próprio Giordano, trabalho que foi interrompido por sua morte na fogueira por meio da Inquisição, em 1600.
No Facebook de Bruno Borges internautas falam de semelhança dele com Giordano Bruno
 (Foto: Divulgação/Facebook)

Depois de fixada a escultura no quarto, Rivasplata fala que chegou perguntar o que Bruno havia achado. A última vez em que se falaram foi por meio de mensagens de celular. "Ele respondeu: 'a estátua está perfeita, melhor impossível. Estou extremamente satisfeito, mestre Rivas. Logo a apresentaremos ao mundo. Esse trabalho o Acre vai conhecer, o Brasil e o mundo'", disse.
"Quem trabalha para si, sua obra não serve para nada, vai para a tumba. Quem trabalha para a humanidade fica perpetuado para toda a vida. A obra dele [de Bruno Borges] é para outros, não é para ele", diz o artista.
"Tudo foi premeditado para esse projeto, tudo o que está acontecendo já estava escrito. Acredito muito nele. Desde que começamos a conversar sempre acreditei", complementa Rivasplata.
Ao todo, estudante acreano escreveu 14 livros  (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Desaparecimento
A última vez que os parentes viram Bruno foi durante o almoço de família, na última segunda (27). No fim da tarde, o pai de Bruno, o empresário Athos Borges, retornou à residência da família na capital acreana e percebeu que o filho não estava. "Entrei no quarto e não vi a cama, não vi nada, só vi aquilo tudo. Naquele momento, percebi que ele tinha ido embora", contou.
As mudanças no quarto, segundo a mãe, a psicóloga Denise Borges, foram feitas durante 22 dias, período em que ela e o marido estavam viajando de férias. O jovem ficou em casa com o irmão gêmeo Rodrigo Borges e Gabriela, irmã mais velha. Durante o tempo, os irmãos perceberam que a porta do quarto permanecia sempre trancada.
"Ele falava que era o projeto dele e disse que iria me contar o que era em duas semanas. As pessoas falam: 'por que você não foi lá e abriu aquela porta?'. As pessoas têm que entender que não se tratava de uma criança. Ele é um adulto e tem a privacidade dele. Me incomodava, mas eu não podia arrombar a porta", disse Gabriela.
No quarto de Bruno existem quadros que mostram que ele gosta de estudar ufologia
 (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Denise disse que o filho havia comentado, há bastante tempo, de um projeto em que estava trabalhando e para o qual precisaria de dinheiro. Em resposta, ela falou que patrocinaria se soubesse de que se tratava, pedido que foi rejeitado. A mãe disse que Bruno iniciou a produção em 2013 e, há um ano, passou a se dedicar na finalização.
"Ele dizia que era secreto e não dei o dinheiro. Então, começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar o que era o projeto. Só me falava que estava escrevendo 14 livros que iriam mudar a humanidade de uma forma boa. Ele me pediu um anos sem trabalhar para terminar e eu, orientada por um médico, deixei", disse.
O dinheiro para custear o trabalho, um total de R$ 20 mil, Bruno conseguiu com um primo, o médico oftalmologista Eduardo Veloso. A quantia foi transferida para a conta do jovem, mesmo sem saber dos detalhes.
"Na nossa primeira conversa, li umas 15 páginas do livro e, como gostei, falei que ajudaria. Durante uma conversa, percebi que ele tinha umas ideias que batiam, apesar de não me falar o que era o projeto em si, só me falou que era uma coisa inédita no mundo, que ninguém tinha feito isso e que ia ficar conhecido rapidamente", ressaltou.
Jovem deixou chave para decifrar livros
Junto com os 14 livros criptografados deixados no quarto, o estudante também deixou as "chaves" que servem como guia para a decodificação. De acordo com a família, os escritos foram feitos com a utilização de pelo menos quatro códigos diferentes.
A irmã mais velha de Bruno, a empresária Gabriela Borges, de 28 anos, explica que as chaves estavam em uma pasta em um lugar visível. "Não estava em difícil acesso, ele não deixou muita coisa no quarto, além do que foi feito. Só não encontrei uma das criptografias, mas a maioria está lá", conta.
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Jovem desaparecido deixou 'chave' para decifrar livros criptografados, diz família

Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido desde o último dia 27 de março em Rio Branco. Estudante deixou 14 livros escritos à mão e criptografados.
Junto com os 14 livros criptografados deixados no quarto, o estudante de psicologia Bruno Borges, de 24 anos, desaparecido desde o último dia 27 de março, também deixou as "chaves" que servem como guia para a decodificação. De acordo com a família, os escritos foram feitos com a utilização de pelo menos quatro códigos diferentes.
Além dos livros, Bruno Borges também deixou as chaves para guiarem a decodificação
 (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

A investigação do caso é feita pela Polícia Civil do Acre de maneira sigilosa. Ao G1, o coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), delegado Fabrizzio Sobreira, afirmou que todas as possibilidades estão sendo consideradas para apurar o paradeiro do acreano.
Alguns dos livros do estudante foram escritos à mão em apostilas e outros espalhados - de forma organizada e totalmente simétrica - nas paredes, teto e chão do quarto. Além do material, também foi colocado no cômodo uma estátua do filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), por quem tem grande admiração, orçada em R$ 7 mil.
A irmã mais velha de Bruno, a empresária Gabriela Borges, de 28 anos, explica que as chaves estavam em uma pasta em um lugar visível. "Não estava em difícil acesso, ele não deixou muita coisa no quarto, além do que foi feito. Só não encontrei uma das criptografias, mas a maioria está lá", conta.
Até o momento, os familiares conseguiram decifrar pouco conteúdo. "Algumas coisas já conseguimos traduzir, mas é muito conteúdo. Alguém que fosse especializado talvez pudesse tentar fazer de uma forma mais rápida, mas tem muita gente nos procurando e estamos com dificuldade de distinguir quem realmente entende e quem é curioso", fala a irmã.
Chaves devem guiar a decodificação dos 14 livros (Foto: Reprodução/Rede Amazônia Acre)

Gabriela cita um pouco sobre o que já foi traduzido. Um dos livros, conforme ela, chama-se "A teoria da absorção do conhecimento". "Tem um que fala sobre a busca da verdade absoluta. Não temos nenhum texto completo. Acreditamos que vai aparecer alguém que sintamos essa confiança. Não queremos divulgar imagens para as pessoas tentarem decifrar", acrescenta.
Sobre a procura por Bruno, a irmã diz que as informações policiais são sigilosas até mesmo para a família. "A polícia nos fala que continuam procurando. Todos os dias temos falado com o delegado. Eles não divulgam o que estão fazendo, porque dizem que pode atrapalhar o rumo das investigações", ressalta.
Alguns dos livros foram escritos nas paredes, teto e chão do quarto 
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Desaparecimento
A última vez que os parentes viram Bruno foi durante o almoço de família, na segunda (27). O jovem voltou para casa e todos - mãe, pai e os outros dois irmãos - seguiram o dia normal de trabalho. Mais tarde, o pai de Bruno, o empresário Athos Borges, retornou à residência da família e percebeu que o filho não estava.
"Fui a última pessoa a ver Bruno. Deixei ele na esquina de casa e fui embora. Ele falou 'até mais pai' e não tivemos mais notícia. Eu entrei no quarto e não vi a cama, não vi nada, só vi aquilo tudo. Naquele momento, vi que o Bruno tinha ido embora", contou.
No Facebook de Bruno Borges, internautas falam de semelhança com Giordano Bruno 
(Foto: Divulgação/Facebook)

As modificações no quarto, de acordo com a mãe, a psicóloga Denise Borges, foram feitas durante 22 dias, período em que ela e o marido estavam viajando de férias. O acreano ficou em casa com o irmão gêmeo Rodrigo Borges e Gabriela, irmã mais velha. Durante todo o período, os irmãos perceberam que a porta do quarto permanecia sempre trancada.
"Ele falava que era o projeto dele e disse que iria me contar o que era em duas semanas. As pessoas falam: 'por que você não foi lá e abriu aquela porta?'. As pessoas têm que entender que não se tratava de uma criança. Ele é um adulto e tem a privacidade dele. Me incomodava, mas eu não podia arrombar a porta", afirmou Gabriela.
Obras fazem parte de um projeto, diz a família  (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Denise comenta que o filho havia falado, há bastante tempo, de um projeto em que estava trabalhando e para o qual precisaria de dinheiro. Em resposta, ela falou que patrocinaria se soubesse de que se tratava, pedido que foi rejeitado. A mãe disse que Bruno iniciou a produção em 2013 e, há um ano, passou a se dedicar na finalização.
"Ele dizia que era secreto e não dei o dinheiro. Então, começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar o que era o projeto. Só me falava que estava escrevendo 14 livros que iriam mudar a humanidade de uma forma boa. Ele me pediu um ano sem trabalhar para terminar e eu, orientada por um médico, deixei", disse.
O dinheiro para custear o projeto, R$ 20 mil, Bruno conseguiu com um primo, o médico oftalmologista Eduardo Veloso. A quantia foi transferida para a conta do jovem, mesmo sem saber dos detalhes.
"Na nossa primeira conversa, li umas 15 páginas do livro e, como gostei, falei que ajudaria. Durante uma conversa, percebi que ele tinha umas ideias que batiam, apesar de não me falar o que era o projeto em si, só me falou que era uma coisa inédita no mundo, que ninguém tinha feito isso e que ia ficar conhecido rapidamente", ressaltou.
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                                             Fonte:DR MISTERIO #DRM

terça-feira, 4 de abril de 2017

Jovem Bruno Borges deixou 14 livros Escritos à Mão e Criptografados antes de Sumir, diz Mãe - Seria mais um caso de ABDUÇÃO?

No quarto de Bruno têm quadros que mostram que ele gosta de estudar ufologia 
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido desde a segunda (27). Sete dias depois, a mãe dele, Denise Borges, falou sobre o mistério que envolve o sumiço do filho.
O estudante de psicologia Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido desde a última segunda-feira (27) em Rio Branco. Uma semana após o ocorrido, a mãe dele, a psicóloga Denise Borges, falou com exclusividade ao G1, mostrando uma série de razões que fazem acreditar que o caso não se trata apenas de mais um sumiço de pessoa.
O almoço convencional com a família, na segunda, foi a última vez que os parentes o viram. Denise conta que ele voltou para casa e todos seguiram o dia normal de trabalho. Mais tarde, o pai retornou para a residência da família em Rio Branco e percebeu que o filho não estava.
Atrás da porta do quarto, mantida por ele durante quase um mês trancada, no lugar de móveis, uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1548-1600), por quem tem grande admiração, orçada em R$ 7 mil, e 14 livros extremamente organizados, escritos à mão. Alguns deles copiados nas paredes, teto e no chão. Todas as obras – identificadas por números romanos – criptografadas.
No quarto, os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria. No quarto, os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria.
No quarto, os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria 
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

O mistério repercutiu nas redes sociais depois que um vídeo – gravado sem autorização da família – viralizou. O sumiço do jovem é investigado pela Polícia Civil do Acre. O coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), delegado Fabrizzio Sobreira, afirmou que todas as possibilidades estão sendo consideradas.

No quarto, os escritos são feitos de forma impecável, com precisão e simetria, como em uma página de caderno. Várias simbologias foram desenhadas no cômodo e também ao redor da estátua. Um quadro na parede em que Bruno aparece sendo tocado por um extraterrestre também mostra o interesse do jovem pelos mais diversos assuntos.
Denise lembra que o filho havia falado, há bastante tempo, de um projeto em que estava trabalhando e para o qual precisaria de dinheiro. Em resposta, ela falou que patrocinaria se soubesse do que se tratava, pedido que foi rejeitado. Segundo a mãe, Bruno iniciou a produção em 2013 e, há um ano, passou a se dedicar na finalização.
“Ele dizia que era secreto e não dei o dinheiro. Então, ele começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar o que era o projeto. Ele só me falava que estava escrevendo 14 livros que iriam mudar a humanidade de uma forma boa. Ele me pediu um ano sem trabalhar para terminar e eu, orientada por um médico, deixei”, fala.
No quarto de Bruno têm quadros que mostram que ele gosta de estudar ufologia
Ainda sem saber o que os livros escondem, a mãe revela que até o dia 1° de março, data em que viajou de férias, o quarto de Bruno estava com os móveis habituais. Os outros dois irmãos, no entanto, revelaram que, a partir da saída dos pais, a porta passou a ficar sempre fechada. Foram exatos 22 dias fazendo as mudanças.
“Antes disso, ele tinha escrito cinco livros. Um deles ele queria patentear, porque havia lançado uma teoria. Ele me pediu ajuda e eu disse que iria ler. Li três vezes. Somente na terceira, quando fui ler, entendi. Nunca tinha visto uma coisa daquela, era perfeita a teoria dele, que somos interligados em tudo. Ele queria patentear e eu não dei conta”, diz.
A estátua de Giordano Bruno – réplica da que existe no Campo dei Fiori, em Roma – é um dos objetos emblemáticos. A família ressalta que não sabe exatamente em que momento o artefato entrou na casa. A peça foi produzida na capital acreana e levada à residência na semana passada em um momento que o jovem estava sozinho.
O dinheiro para custear o projeto, de acordo com Denise, Bruno conseguiu com um primo, R$ 20 mil. “Tem muitos anos que ele vem estudando filosofia, era muito fã de Giordano. Meu filho sabe falar sobre qualquer assunto, tem uma capacidade intelectual muito alta. Já leu a Bíblia toda e a obra de Shakespeare inteira”, relata.
Muitas teorias envolvem o caso. Nas redes sociais, internautas atentaram inclusive à visível semelhança física entre o acreano e o próprio Giordano Bruno, com quem compartilha um dos nomes. Para alguns, o jovem pode estar tentando terminar as obras do filósofo, trabalho interrompido pela sua morte pela Inquisição.
No facebook de Bruno Borges amigos falam de semelhança dele com Giordano Bruno
 (Foto: Divulgação/Facebook)

Tentando decifrar o mistério
Passados sete dias do desaparecimento e o desespero inicial, Denise afirma que começa a entender as atitudes do filho, que não tem problemas psicológicos, segundo ela. Diante do tamanho do esforço de Bruno, a mãe revela emocionada que talvez tivesse recorrido a medidas drásticas se visse os escritos de outra forma.
“Se ele abrisse a porta do quarto e nos chamasse para ver, eu iria chorar até ‘morrer’, chamar a ambulância e mandar internar. Ele sabia o que nós faríamos. Talvez tenha ido embora para que chegássemos a esse esclarecimento. Talvez tenha tentado patentear, não tenha conseguido, e criou uma linguagem própria ou talvez a obra tenha sido feita para ser lida por quem tem uma inteligência além”, especula.
No momento, a família procura algum especialista que possa ajudar a decifrar as diferentes criptografias dos livros. Católica, Denise fala que, apesar de preocupada, a família está mais serena, acreditando que o “exílio” também faça parte dos planos de Bruno na construção de suas teorias filosóficas.
“Como mãe, tenho medo dele estar no tempo ou sem comer. Como psicóloga, sei que se a pessoa ficar muito tempo sem se alimentar pode entrar em um surto. Estou preocupada, mas nessas horas o que pode alentar é joelho no chão e Deus. Existe tanta oração por ele, que o vejo coberto de luz divina”, acrescenta.
Bruno quer patentear livros que escreveu, segundo a mãe 
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
Vida
Os livros são o refúgio de Bruno desde a adolescência, quando passou a considerar que havia estudado pouco até então e que precisava compensar o tempo perdido. Mesmo com o gosto pelas leituras mais densas, Denise afirma sempre se preocupou em acompanhar as escolhas do rapaz.
“Ele começou a ler muito e, na minha visão, estava lendo demais. Passou a comprar muitos livros e eu ficava preocupada, mas sempre cuidadosa sobre que tipo de leituras ele fazia. Hoje, as pessoas com quem ele conseguia conversar eram juízes, desembargadores, intelectuais”, ressalta.
Desde muito cedo, Bruno demonstrava ser diferente e, conforme a mãe, querido por todos devido ao coração bondoso. Ela diz que os amigos dele sempre foram mendigos ou pessoas excluídas pela sociedade, como portadores de distúrbios mentais.
“Ele é iluminado. Na escola, sempre foi diferenciado, um líder nato, com um alto poder de persuasão. É um menino de um coração tão bom, que dava as coisas da casa e dele aos outros, como camisetas e calças. Não é porque é meu filho, estou falando do Bruno amoroso, que enxerga a alma das pessoas”, fala.
Estátua do filósofo e teólogo Giordano Bruno está no quarto de Bruno 
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre) 

Quem foi Giordano Bruno?
Giordano Bruno foi um filósofo, teólogo e escritor nascido em Nola, na Itália, em 1548, acusado de heresia por suas ideias pelo Santo Ofício e morto em Roma, em 1600, queimado na fogueira depois de se recusar a abrir mão de suas doutrinas.
Dentre outras coisas, o filósofo defendia a infinitude do universo e sua característica de transformação constante. Para ele, Deus também é infinito – imanente e transcendente – e sem contradições, uma vez que os opostos terminam por coincidir nesse infinito.
Sendo assim, o universo – de acordo com Giordano – seria algo vivo, conduzido pela mesma lei e Deus está presente em toda parte, cabendo aos seres humanos adorá-lo além de qualquer dogma. Durante a vida, o filósofo escreveu sobre cosmologia, física, magia e a arte da memória.
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                                          Fonte:Gabriel Wendel


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