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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

LÍBANO - Exame de DNA em Esqueleto prova erro na História contada na Bíblia

Um dos restos mortais analisados dos cananeus. Foto de IBT

No entanto, uma nova análise genética determinou que a população antiga sobreviveu a esta ordem divina, e que seus descendentes vivem no Líbano moderno.

O Dr. Tyler-Smith e uma equipe internacional de geneticistas e arqueólogos estudaram amostras de DNA de ossos pertencentes a cinco cananeus, recuperados de um sítio arqueológico em Sidon, Líbano, que tinham entre 3.650 e 3.750 anos de idade.

Os especialistas compararam o DNA antigo aos genomas de 99 pessoas vivas do Líbano que o grupo havia sequenciado, e descobriram que o povo libanês moderno compartilha cerca de 93% de seus genes com as amostras da Idade do Bronze de Sidon.

“Podemos ver que os libaneses da atualidade podem rastrear a maior parte de sua ascendência aos cananeus ou a uma população geneticamente equivalente,” disse Chris Tyler-Smith, geneticista do Instituto Wellcome Trust Sanger e autor do artigo sobre o estudo, publicado no The American Journal of Human Genetics. “Pouco mais de 90% de sua ascendência deriva dos cananeus”.

“A conclusão é clara,” reafirmou Iosif Lazaridis, geneticista de Harvard que não participou da pesquisa. “Com base neste estudo, descobriu-se que as pessoas que viveram no Líbano há quase 4 mil anos eram muito similares às pessoas que vivem ali hoje, aos libaneses modernos”.

O fator surpreendente do resultado – além do fato de que os cananeus não se extinguiram – é que ele indica que, apesar das migrações e conquistas que o Líbano viveu, o DNA dos libaneses atuais é definido por ancestrais cananeus.

Pouco se sabe sobre esta etnia, além do fato de que descendia de grupos de agricultores que se assentaram no Oriente Médio durante o Neolítico, e há cerca de 5 mil anos se misturaram com imigrantes do leste da Eurásia. Eles viviam e faziam comércio ao longo da costa oriental do Mediterrâneo atual, uma região que era conhecida como Levante. No entanto, não há registros desta civilização, provavelmente porque foram escritos em papiros que não suportaram o passar do tempo.

O DNA é, portanto, o registro histórico que nos resta dos cananeus, e revelou esta informação importantíssima.

“Observamos que há uma forte continuidade genética entre a população antiga e as modernas,” disse o geneticista espanhol Javier Prado, coautor do estudo. “Ambas as populações têm pigmentação da pele, olhos e cabelos semelhantes, embora seja provável que os cananeus tivessem a pele mais escura, já que não possuem uma variante em um gene, o SLC45A2, que é, curiosamente, o mesmo que está relacionado ao albinismo de Copito,” ele declarou ao jornal espanhol El País.
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                                            Veja o Vídeo Abaixo:


                                           Fonte:Aban Tech

2 comentários:

  1. Não há erro na Bíblia matéria tendenciosa e quivocada. Ao contrário é uma confirmação da verdade ! Tendo em vista que a família de Raabe sobreviveu e também a tribo dos Gibeonitas, (Gibeão), que se tornaram escravos dos israelitas, conforme o livro de Josué descreve os fatos. Hermenêutica explica, infantil a abordagem do pesudo Dr. em Biblia...

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  2. Mas alguém tinha alguma dúvida de que há "uma forte continuidade genética" entre povos antigos e atuais?

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