Você já ouviu falar da doença ou epidemia do X? Esta doença ainda não foi oficializada pela OMS, mas os cientistas acreditam que a encontraram na Etiópia depois que as pessoas começaram a cair como moscas e com olhos sangrando.
Após a praga bíblica dos gafanhotos a Etiópia agora enfrenta uma doença mortal ainda desconhecida e aterrorizante chamada oficialmente de febre ocular sangrenta, que poderia ser uma terrível "doença X", embora alguns acreditem que o novo coronavírus chinês é a doença "X", mas não é assim.
A misteriosa doença na Etiópia tem sintomas semelhantes aos da " febre hemorrágica da Crimeia-Congo ", que faz com que as pessoas sangrem dos olhos, boca e ânus. No entanto, o novo "sangramento da febre ocular" tem uma taxa de mortalidade mais alta e confunde médicos e especialistas em doenças infecciosas há vários anos.
Em 2018, foram registrados casos no Sudão do Sul e no Uganda, com dezenas de infectados e pelo menos quatro mortos. Agora a doença voltou e os moradores da Etiópia estão morrendo como moscas. A doença misteriosa matou mais de 2.000 pessoas de 2014 até o final de 2019, a OMS alertou que a explosão da doença X já está "no horizonte" e se não for controlada pode causar uma epidemia na África e uma pandemia em muito pouco tempo.
O vulcão Erta Ale é um dos poucos do mundo que não adormece
Satélites da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) identificaram no início deste ano novas fissuras perto de um dos vulcões mais ativos do mundo, o Erta Ale, na Etiópia, também conhecido como "montanha fumegante" e a "porta do inferno".
A região é caracterizada por intensa movimentação geológica e, no futuro, pode protagonizar a separação do continente africano.
"Esse vulcão está posicionado em uma 'junção tripla' de placas tectônicas no leste africano denominada de junta tríplice de Afar. Essas zonas compreendem o afastamento relativo entre três placas tectônicas, cuja abertura promove a subida de magmas, que são as lavas vulcânicas, até a superfície", diz o professor Carlos Roberto de Souza Filho, do Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Segundo o especialista, o Erta Ale é um vulcão muito ativo e possui um lago de lava com mais de cem anos em uma de suas caldeiras, e daí devem ter surgido os apelidos aterrorizantes.
"O Erta Ale é um vulcão 'escudo', caracterizado pela efusão de magma basáltico muito fluido que origina uma estrutura de derrames de lava partir da cratera em cone amplo, com baixos ângulos topográficos. É um tipo de vulcão com forma mais plana e que não forma grandes elevações", diz o professor.
Satélites da Nasa detectaram movimentação de três placas tectônicas próximas ao vulcão
África pode ter nova separação
O que o satélite da Nasa detectou recentemente é que essas três placas próximas ao vulcão estão se separando rapidamente, ativando vários vulcões na região. As novas fissuras foram abertas em 21 de janeiro de 2017, derramando grandes quantidades de lava. Na região, também foram registrados transbordamentos em um dos lagos do Erta Ale.
Pesquisadores acreditam que a separação entre essas três placas tectônicas poderia causar a separação da África e o surgimento de uma nova ilha no nordeste do continente.
"O que está acontecendo na junção tríplice é uma ruptura dessa região do continente africano e a abertura de um oceano. Só que esse é um processo geológico lento", diz o professor, sobre a movimentação que não chega a poucos centímetros por ano.
"Levará milhões de anos para que esse processo de separação ocorra e que um braço de oceano se instale ali, separando aquele bloco continental do restante do continente africano", explica.
A entrada do vulcão na Etiópia é ponto de visita de turistas
Porta do inferno
A última grande erupção do Erta Ale aconteceu em setembro de 2005, quando animais que viviam em áreas próximas morreram e os habitantes foram forçados a sair da região. Mas a ameaça é constante: houve fluxo de lava em 2007, 2009 e 2010 e uma erupção em novembro de 2008.
A região onde fica o Erta Ale – ao norte da Etiópia e perto da fronteira com a Eritreia – é quase inabitada e, além do perigo de uma erupção, há uma tensão política, já que os dois países disputam os limites da fronteira.
Em janeiro de 2012, um grupo de turistas e pesquisadores que viajava para conhecer o Erta Ale foi atacado. Cinco pessoas morreram, cinco ficaram feridas e duas foram feitas reféns por representantes da Frente Revolucionária da Unidade Democrática Afar.
Segundo Souza Filho, três elementos são usados pelos cientistas para medir a possibilidade de uma erupção: a temperatura da superfície, o aumento da presença de gases vulcânicos, como o dióxido de enxofre, e pequenas mudanças na forma da superfície do terreno. Nenhuma delas, no entanto, é capaz de medir com certeza quando um vulcão vai entrar em erupção.
"Não existe nenhum método preciso, seja por satélite, seja com medidas terrestres, para se prever quando exatamente ocorrerá uma erupção. Claro, existe uma relação importante entre sismicidade, que são os terremotos, e erupções, mas não é uma relação linear", explica.
Não é piada quando artigos afirmando que a história será reescrita pelo ritmo descobertas arqueológicas são feitas em todo o mundo. Um fóssil de mandíbula encontrada em Ledi-Geraru, Afar Estado Regional, Etiópia, coloca a origem da humanidade 2,8 milhões anos atrás, de acordo com dois estudos publicados na edição online da revista Science. A análise mandíbula parcial de um hominídeo encontrado em 2013 sugere a divergência do gênero "Homo" ocorreu quase meio milhão de anos antes do que se pensava anteriormente. Os pesquisadores dizem que o fóssil, conhecido como LD 350-1, combina características primitivas do Australopithecus 'com características modernas do "gênero Homo", mudando a forma como olhamos para o nosso passado.
Os investigadores foram à procura de décadas de fósseis africanos que documentam os primeiros estágios do Homo linhagem, mas com pouco sucesso. Os espécimes recuperados, que datam entre 2,5 milhões a 3 milhões de anos foram poucos e muitas vezes mal preservada tornando-os quase impossível estudar. O novo fóssil Ledi-Geraru, que remonta 2.800 milhões anos atrás, fornece pistas sobre mudanças na mandíbula e dentes do Homo linhagem em comparação com o último aspecto da conhecida
Australopithecus afarensis (Lucy), encontrado no site etíope perto de Hadar. "Apesar de muita pesquisa, a linhagem fóssil do 'Homo' que remonta mais de 2000 mil anos são muito raros", disse Brian Villmoare da Universidade de Nevada, um dos principais investigadores, que mostraram entusiasmo extremo por causa dessa nova descoberta numa conferência de imprensa. Villmoare e sua equipe estudaram cuidadosamente a mandíbula, que tem cinco dentes quase intacta. Os pesquisadores descobriram que a localização e a idade do lugar fóssil lo em algum lugar perto do ' Australopithecus afarensis ', os dentes da amostra apontam para a primeira espécie "homo", devido à sua coisa e forma simétrica.
A aparência deste fóssil "descarta" outros candidatos para serem os primeiros ancestrais do nosso gênero, como o Australopithecus garhi (2,5 milhões de anos) ou Australopithecus sediba (1,7 milhões de anos) de acordo com pesquisadores que apontam que nem todo mundo vai abrir mente aceitar estas novas teorias sobre a árvore genealógica da espécie humana. Ao longo do tempo, este novo gênero de hominídeos começaram a lidar com ferramentas ( Homo habilis), para caminhar na posição vertical ( Homo erectus), e desenvolver grupos sociais cada vez mais complexos em uma história de sucesso evolutivo que nós todos fazem parte. Então, o que isso nos diz sobre a nossa história, antepassados e origens? faz esta descoberta apontam que a história tem entendido errado desde o início como alguns sugerem? O que mais está lá fora, esperando para ser descoberto? Quanto a evolução natural desempenham um papel neste processo? Estas são algumas das perguntas que foram feitas desde que estas descobertas. Onde é que este caminho nos levar é um mistério, mas os pesquisadores estão empenhados, mais do que nunca para entender e estudar a árvore genealógica da espécie humana de uma forma muito precisa, em seguida, que se pensava possível.