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sábado, 1 de junho de 2019

O Misterioso 'Planeta Proibido' encontrado em lugar "IMPOSSÍVEL"

Ilustração do exoplaneta NGTS-4b, chamado de 'planeta proibido'; 'achávamos que esse planeta 
não poderia estar ali' Imagem: Divulgação/Universidade de Warwick

Sua temperatura é de 1 mil graus centígrados e sua massa é 20 vezes a da Terra. Mas o mais surpreendente desse planeta é o lugar onde ele está. Uma equipe internacional de cientistas descobriu o primeiro exoplaneta (ou seja, um planeta fora do Sistema Solar) no chamado Deserto Neptuniano - região tão próxima de uma estrela e tão sujeita à radiação que não era esperado que nenhum planeta de tamanho similar a Netuno pudesse existir por ali.

"Esse planeta é muito especial porque está muito, muito perto da estrela que orbita e é muito quente. Pensávamos que os planetas não conseguiriam existir sob essas condições", explicou à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, o pesquisador Daniel Bayliss, do Departamento de Astrofísica da Universidade de Warwick, na Inglaterra, e um dos autores da pesquisa sobre o exoplaneta.

"Chamamos-no de 'planeta proibido', porque se supunha que ele não poderia estar ali." O Deserto Neptuniano consiste em áreas de intensa radiação e calor, até agora consideradas extremamente inóspitas para a presença de planetas.

Pensávamos que no Deserto Neptuniano um planeta de tamanho similar a Netuno evaporaria quase totalmente pela radiação, já que grande parte desses planetas é composta de gás, com um único núcleo rochoso."

Os astrônomos já conheciam planetas do tamanho de Júpiter que vivem nessa órbita, mas, segundo Bayliss, "quando um planeta chega ao tamanho de Júpiter (o maior planeta do Sistema Solar), sua gravidade é muito maior e pode, por isso, reter o gás de sua atmosfera e não evaporar"

Também já haviam sido encontrados ali planetas muito pequenos, ou pequenos núcleos rochosos, mas jamais um planeta como o recém-descoberto, que retenha sua atmosfera.

Deserto chileno O exoplaneta 'proibido' foi detectado com o telescópio NGTS, sigla em inglês de Next Generation Transit Survey, que se encontra no observatório europeu no Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama. "Detectamos esses planetas porque, quando passam diante de sua estrela, a luz dela se atenua", explica Bayliss.

"Mas a mudança é extremamente pequena, neste caso menor que 0,2%. Por isso, precisamos de instrumentos muito precisos, e o melhor lugar para colocar esse tipo de instrumento de alta precisão é o Atacama". O deserto chileno foi escolhido por ser uma área de pouca poluição luminosa e pouca presença de nuvens, o que ajuda na visualização do céu.

O nome científico do novo planeta é NGTS-4b, segundo detalham os pesquisadores no estudo publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Ele é um pouco menor que Netuno e está a 920 anos-luz de distância da Terra. O NGTS-4 orbita ao redor de sua estrela em apenas 1,3 dia, e nesse período percorre distância equivalente à órbita da Terra ao redor do Sol em um ano.

O grande enigma é como esse "planeta proibido" conseguiu reter sua atmosfera. Os cientistas acham possível que ele só tenha chegado à posição onde está "recentemente" (em termos astronômicos), no último milhão de anos. Outra possibilidade é que o planeta tenha sido maior e que a sua atmosfera esteja em pleno processo de evaporação.

'Surpreendidos pela natureza' 
E que implicações essa descoberta tem para estudos futuros sobre a formação dos planetas? "Agora sabemos que esse tipo de planeta existe, e podemos analisar os dados obtidos para encontrar outros", diz Bayliss.

Além disso, a descoberta também indica aos astrônomos que os planetas talvez se formem de uma maneira diferente do que se pensava, que podem ter uma composição diferente do esperado (que lhes permita reter sua atmosfera) ou que a radiação de sua estrela possa ser menos intensa. Para Bayliss, "talvez a principal reflexão é que constantemente somos surpreendidos pela natureza, e cada vez que pensamos que compreendemos os planetas, encontramos planetas estranhos."

"Ainda há muito a ser revelado em nossa galáxia no que se refere a planetas, e há muitas descobertas emocionantes que nos esperam."
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terça-feira, 24 de julho de 2018

O Misterioso Cometa Verde C / 2017 S3 é imprevisível e se comporta como Oumuamua!!

Oumuamua pode realmente ser um cometa ou de acordo com os teóricos da conspiração, seria uma nave alienígena viajando através do nosso sistema solar. Mas agora podemos ver um segundo objeto desta classe, ou seja, o cometa verde C / 2017 S3. 

O C / 2017 S3 possui uma excentricidade orbital de 1.0000787, que faz sua órbita hiperbólica. Sua inclinação é de cerca de 99 graus em relação ao plano do sistema solar. Isso torna muito improvável que seja um cometa que está viajando em nosso sistema solar, empurrado para uma órbita hiperbólica, escapou do Sol depois de um encontro próximo com Júpiter. Este cometa estranho de repente brilhou em 2 de julho de 2018.
Michael Jäger registrou a imagem acima da atmosfera verde em expansão do cometa logo após sua forte luminescência. "A nuvem de gás ao redor do núcleo do cometa é de cerca de 4 minutos de arco", diz Jäger, o que significa que a atmosfera do cometa tem 260.000 km de diâmetro, quase o dobro do tamanho do planeta Júpiter. Apenas uma semana depois, o cometa foi desligado, escurecendo como quando estava ligado. Então explodiu novamente em sua luminescência, sua atmosfera verde ampliada em tamanho, grande o suficiente para engolir Júpiter duas vezes. Michael Jaeger capturou a nova cauda do cometa em 20 de julho de 2018 (veja a animação GIF abaixo).
Por que o cometa C / 2017 S3 Panstarrs é tão imprevisível? É realmente um cometa ou é algo como Oumuamua? Pesquisadores sugerem que esse objeto espacial provavelmente nunca sentiu o calor do sol antes. O cometa vem da nuvem de Oort, empurrado para fora por um vasto reservatório de novos cometas localizados na parte externa do sistema solar.
E esta é a primeira vez que ele viaja entre os planetas internos. O calor do Sol deveria fazer com que as veias de gelo fresco explodissem à medida que o cometa se aproximasse. Espera-se que aconteça várias vezes ao aproximar-se do Sol na órbita de Mercúrio em agosto de 2018, um caminho estreito e aberto que eventualmente o catapultará para o sistema solar externo, relata Spaceweather. No entanto, fique de olho no inesperado.
Fonte
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domingo, 3 de julho de 2016

O Misterioso Desaparecimento do Colossal Asteroide P/2013 R3

Um dos mistérios mais inquietantes do universo protagonizou o asteroide P/2013 R3, o enorme asteroide desapareceu sem deixar rastros aos olhos do telescópio Hubble.Por que este asteroide desapareceu do universo? Para onde ele foi?
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                                          Fonte:Atraviesa lo desconocido